Quando postei aquele pequeno artigo sobre o aprendizado fotográfico, que gerou mais de 80 comentários, algumas conversas paralelas me chamaram a atenção; a mais curiosa foi a argumentação de alguns fotógrafos recusando-se a aceitar o talento como uma ocorrência natural, como predisposição inata do indivíduo a alguma habilidade específica.
Eu me reservo o direito de dar a minha opinião (já formada), depois dos seus comentários…
Dicionário:
Talento
subst m talento [ta'le˜tu] – grande capacidade em certos domínios; ter talento para a pintura, música, fotografia.
Alguns comentários foram bem fundamentados, como aquele do Ivan de Almeida (do Fotografia em Palavras), mas não a ponto de me convencer.
Pois bem, curioso, postei a mesma afirmação, em português e inglês, no Twitter e no Facebook :
“Talento não existe. O que conta é cultura, treinamento e esforço.”
As respostas foram impressionantes!
Mostro aqui um apanhado do que pude recuperar (ah, o efêmero da Web…), e gostaria muito de saber a sua opinião!
@gioduarte: Concordo, acredito menos em talento e mais na aptidão, vontade, coragem e esforço.
@macarios: Acho que experiência: erro/acerto “x” vezes faz você ter talento.
@allysoncorreia: Discordo totalmente! O que (normalmente) funciona melhor é a combinação destas duas coisas. Talento natural + Estudo/treinamento.
@andrerusso: I don’t. Try to play drums if you don’t have timing and rhythm… it’ll be a mass… 8 years learning keyboard shown to me.
@fabriciasoares: Não concordo!
@pedroalexandria: Acho que o talento está em você saber usar tudo isso.
@erikalais: Acredito que alem de treinamento, cultura e esforço, tem certas pessoas que já nascem com sei lá o que, um dom talvez, aptidão …
@AngeliBraga: Não concordo. Como se explicaria, então, aquele “je ne sais quoi” de alguns artistas, coisas únicasque não se copia ou reproduzem…
@PaulaMarina: 30% / 70%, respectivamente.
@lojapropaganda: Treinamento, dedicação e muito esforço.
@BellaFessel: O talento é o “it” que faz a diferença. A cereja em cima do bolo. Bolo sem cereja pode até ser bom, mas não é maravilhoso. Capisce?
@uelitonsantos: Talento conta um pouco sim… Dedicação, esforços e estudos é o complemento para se chegar a excelência…
@erikaverginelli: Eu acho q tem gente q ja nasce c um talento sim. Ex: pessoas q só de escutarem 1 vez uma música já sabem tocá-la no piano ou violão! Essa pessoa nasceu c talento, dom. O mesmo acontece c pintores, etc. Mas é claro q o esforço, estudo e dedicação aprimoram isso ![]()
@laguiar: eu não concordo…
@fgi56_foto: Não. Posso conhecer, treinar,me esforçar e mesmo assim não vou ser contratado pela Inter. Acho que tenho duas pernas esquerdas, rsrs
@lenteaberta: Tudo isso (cultura, treinamento, esforço) é oq faz 1 bom, as vezes excelente, fotógrafo. O fotógrafo genial tem td isso + talento…
@FF_fotografia: Pra mim talento existe, mas sem cultura, treinamento e esforço ele não segura a onda sozinho. Abraço.
@fabriciovianna: Discordo, o talento é o que nos leva a querer aprender mais, podemos aprender a dominar a tecnica mas não o olhar, a paixão…
@retorta: Cultura, esforço e treino são 90%, mas o talento é uma predisposição natural para algumas actividades, são os 10% que te elevam.
@flavita_v: Concordo em termos, mas não dá pra negar q existe varíavel subjetiva em alguns casos. Daí a gnt chama de talento ;o)
@lord_assis: Talvez talento não exita mesmo… mas o dom todo mundo tem em áreas específicas… não seria um bom médico, com mãos inquietas.
@fdelfini: Concordo em partes pois talento existe e é uma facilidade de aprender algo, mas mesmo assim ninguém nasce sabendo.
@aoqui: Acho que existe todo tipo de ser humano. O que tem o dom, o que tem um pouco de talento e precisa estudar mais do que os outros para se firmar, e aquele que vai morrer sem saber fazer nada. Mas respondendo a pergunta… acho que talento existe sim.
RT @aoqui: Exemplo de talento nato: http://bit.ly/Q1qK4. Esse não tem nem idade suficiente pra ter estudado tanto.
@viniciusmatos: Acredito em talento inato mas sempre andando junto com oportunidade! O que seria de Mozart sem seu piano aos 6 anos?
@fabianophoto: Discordo… Talento existe, e sim ! Claro.
@fonsecaa: Talento sim! Mas só ele não basta, para se tornar diferenciado somente com muita cultura, treinamento e esforço.
@renatotarga: Se você pensar que talento é o resultado das experiências de vida e cultura de uma pessoa, aí ele entra na equação, junto com resto
Pepe Mélega at 9:32am May 22
No, raw talent is there, but it has to be cut by culture, education, and sweat.
Não, o talento bruto existe, mas ele tem que ser lapidado pela cultura, educação e suor.
Luiz A C Ferreira at 10:43am May 22
Concordo com o Pepe, quando não se tem talento, nem com todo o suor do mundo
Carlos Takeda at 11:31am May 22
90% suor, 10% inspiração!
Paula Da Silva Italy at 1:36pm May 22
Como eu sou uma pessoa pragmatica e simples, vejo assim: raw talent is nothing if you don’t polish it with culture and if you don’t work HARD (sweat) on the humblest earthy details.
In fact I agree with Clicio. Too many “raw talents” wasted away, dying of hunger, “uncompris” – just because they thought that they didn’t need to work once they were blessed with talent.
Escrevi em ingles porque Clicio citou em ingles.
Laura De Nigris at 4:28pm May 22
Todo mundo tem algum talento e alguma forma de cultura.
O resto é questão de timing, trabalho, e marketing.
Mas não esqueçamos que existe o fator sorte. Tem gente por aí que não mexe um dedo e é descoberta… patrocinada…. the lucky ones!
Você concorda?
Responda aqui mesmo!

Topico interessante: talento na minha opiniao, eh uma combinacao de aprendizado e vontade… (se a pessoa nao explorar pode nao desenvolver…_)
O Ivan de Almeida manda seu post recuperado e aprimorado do FaceBook; transcrevo abaixo:
“Basicamente, Clicio, aqui tentando remontar aquele comentário, eis o que penso sobre talento…
Há um princípio mais ou menos embutido no chamado Método Científico denominado Navalha de Occan. Esse princípio diz que é melhor uma explicação com menos hipóteses inverificáveis a outra montada em hipóteses inverificáveis.
Deixo aqui a questão do verdadeiro. Isto é, se há ou não um talento inato, o que seria mesmo razoável supor, visto que as pessoas nascem com mãos maiores, narizes maiores, etc, e é razoável imaginar que haja também diferenciações neurológicas diferenciais, e assim como pernas maiores ajudam o corredor, pode haver diferenciações neurológicas mais favoráveis a certas atividades.
Mas essencialmente essa hipótese inatista, conquanto não possa ser qualificada de errada, é inútil. Porque nós nunca temos acesso a alguém virgem de cultura, e só temos acesso ao indivíduo transformado pela experiência.
Por isso, metodologicamente, a explicação dos talentos nascerem da experiência é melhor, melhor no sentido de oferecer um caminho de exame da questão por vários ângulos, inclusive biográficos no mapeamento das experiências do indivíduo.
É preciso lembrar que a concepção vigente do sistema nervoso é de algo moldável pela experiência. Os esquemas de ativação neuronal são aprendidos, constituem memória, etc. E essa memória é a memória das experiências semelhantes.
O que quer que seja o inato, o inato é algo que está escondido sob uma imensa camada de cascas de cebola, e tudo o que podemos fazer é descascar. E se há ou não algo lá embaixo, isso se torna opinião sem apoio, podemos supor que sim ou que não e dá no mesmo. Tudo o que podemos fazer é descascar a cebola.
Então, se é tão sem sentido ser construtivista por fé quanto ser inatista por fé, ser metodologicamente construtivista é extremamente útil.
A idéia de experiência é algo que os inatistas compreendem de forma muito empobrecida, pois não a consideram tão funda e tão primitiva, já chamam de experiência algo estruturado. O que faz alguém despertar para uma arte? Em algum momento na história da vida daquela pessoa, se a examinarmos cuidadosamente, vamos achar um episódio chave, na qual aquela pessoa recebeu recompensa afetiva por algo que fez ou compensou uma frustração fazendo algo. Essa é a chave emocional do talento, a qual somada a um caminho longo de mesmo tipo de experiência, e determinadas oportunidades no mundo cria pessoas com desempenhos espantosos.”
por Ivan de Almeida
Há um segundo aspecto, Clício, e esse sim é para mim *ideológico*. Pensar o talento -não estou negando a palavra, só dando a ela outra significação- como aquisição é um pensamento de liberdade, é um pensamento capaz de estimular o homem a tornar-se outro, a aprender, a desenvolver-se. Em revés, pensar o talento inato muitas vezes acomoda o indivíduo, ou em uma facilidade em algo que ele não sabe de onde veio -pois poucas pessoas sabem examinar suas vidas em busca das origens lá na infância de suas tendências-, ou em uma espécie de admiração mítica dos expoentes em cada campo.
Se tomarmos o HC-Bresson -gosto de usá-lo como exemplo por vários motivos, pois sua trajetória é bem mapeada e ele fala sobre seu método- vamos encontrar alguém que ao chegar à fotografia trouxe o aprendizado de belas artes referente à composição, etc, e somou-o à influência do Surrealismo que o cercava, e que aplicou isso na fotografia metodicamente. Porque a fotografia dele, em que pese ser *daquilo ocorrido espontaneamente* é altamente metódica, e podemos compreender seus passos, podemos em algumas fotos até *viajar* junto, como se pensássemos junto as decisões compositivas.
Quando a primeira fotografia dele me afetou, aquela do ciclista fotografado do alto de uma escada, ela me espantou. Porque eu simplesmente não compreendia a dinâmica de pensamento capaz de fazer algo tão justo. Isso foi há mais de 30 anos, e essa fotografia acompanhou-me desafiando-me durante muito tempo, mas hoje, depois de muito pensamento sobre composição, depois de ler o próprio HC-B falar sobre sua metodologia, sobre a composição rigorosa, a espera até o disparo, olho a foto como uma foto-razão, isto é, com um mapa de feitura. Não deixo de adorar a foto, de deslumbrar-me com ela. Ele não diminuiu em nada no meu conceito porque eu agora o compreendo, isto é, porque compreendo suas decisões fotográficas como as de um homem, não de um iluminado. Ao contrário, isso me faz admirá-lo ainda mais, gostar mais da fotografia dele, porque -e aí a beleza do pensamento construtivista- a fotografia dele me eleva e me faz aprender a ser um tiquinho ele, a fotografia dele me ensina a ser Bresson (com os devidos descontos -risos).
Assim, a visão construtivista do talento, é uma visão redentora, pois ela diz algo assim ao indivíduo: aprenda!
Agrego ainda o exemplo das irmãs Polgar, cujo pai as treinou desde a tenra infância intencionalmente para serem mestras enxadristas. Colo um link aqui que fala disso: http://terceiraopiniao.blogspot.com/2007/03/incrvel-histria-das-irms-polgar.html
Grande abraço,
Ivan
Ivan,
Visitei o incrível link das irmãs Polgar.
Fiquei impressionado; então as americanas que reservam vagas nas melhores escolas *antes* dos filhos nascerem podem não estar completamente erradas, after all!
Eu não acho que ninguem nasce com talento embutido. Isso não tem base científica. Contudo acredito em talento adquirido, muito cedo na infância. Alguma ação externa que de modo abstrato toca a gente (alguns mais, outros menos), de modo inconsciente, e que transferimos para a consciência como uma pré-disposição, uma aptidão, que, juntamente com muito esforço resultam em grandes obras. Acreditar em nascer com talento, no meu ponto de vista, é um modo muito idealizado e irreal de encarar os fatos.
Eu tenho uma forte tendência a acreditar em que possa haver, embutida em cada ser humano, uma predisposição para alguma atividade, mas penso que ela pode ser adquirida a qualquer momento (não necessariamente se nasce com ela), e sem trabalho duro e cultura não há meios de desenvolvê-la.
Abraços
Bom, vou apenas citar o senhor Bresson, alguém concorda com o talento dele ? Acho que todos né?
Que tal então estudar a história deste ser fantástico, que desde novo foi direcionado pra arte, e viveu a foto de forma intensa e agregou seus conhecimentos de arte em tudo.
Um abraço Clic!o, continue na luta contra a ignorância dos apertadores de botão (vulgos fotógrafos).
Curiosamente tem gente respondendo na lista da Fototech, e (novamente) no Twitter.
O assunto não tem fronteiras!
Que bom momento esse de poder receber um email, vir aqui ler uma conversa e poder, agora, contribuir com alguma coisa.
Essa base da plataforma online, tão comumente deixada como simples interatividade, esquece que estabelece uma nova maneira de comunicação: direta, de códigos acessíveis e rápida repercussão.
Ok, era essa a base online de uma ferramenta militar de comunicação alternativa. Alguém refuta a idéia desses caras serem bem sucedidos nessa empreitada?
Depois disso e, com a queda da bipolaridade, uma “molecada” toma conta do sistema, expande-o e coloca-o como potencial de reunir redes de interesses comuns. Novamente foram bem sucedidos.
Dessa maneira penso que esforço e treino são sempre essenciais em tornar algo produtivo. Talento é inclinação, ou seja, um grupo de pessoas dar uso a mesma ferramenta de maneira militar ou civil.
Isso dentro do nosso campo de atuação pode, muitas vezes, ser supervalorizado, mas é essencial.
Leo,
Mas a supervalorização do imponderável é inevitável nas artes. Os ególatras mais saidinhos “se acham” predestinados, talentos únicos, que flutuam acima dos mortais.
Síndrome de Monte Olimpo, sabe comué?
Enquanto as gentes comuns ralam…
Se não existisse talento, não existiriam Gênios, e você é a maior prova viva disso!!! um abraço
Leonardo,
Você só pode estar me zoando!!!
Gênios eram o Einstein, Da Vinci, Aristóteles, Platão.
Menos, menos…
O que seria de um talento se não fosse aprimorado técnicas estudo, esforço etc? Só ouviria comentários do tipo: O cara tem talento mas tem que aperfeiçoar… O que seria do esforço, estudo, técnicas sem o talento?? Ouviria coisas do tipo: é..o cara é bom, mas não tem talento… O profissinal para fazer a diferença e ser reconhecido precisa de talento e capacitação! Penso no talento como uma predisposição que pode ser aflorada com estudo e técnicas…
Na minha opinião, talento existe. Isso é óbvio. Mas o talento sozinho não é nada. Ele precisa de um veículo para se desenvolver, se aprimorar, se destacar. Precisa de oportunidade, de tempo, de sorte. O texto é ótimo.
Vou deixar aqui, para quem tiver paciência de ler, reviews de um livro bem interessante sobre talento, oportunidade, etc.
http://www.nytimes.com/2008/11/30/books/review/Leonhardt-t.html
http://www.nybooks.com/articles/22688
Abraço
Daniel
talento existe e faz a diferença, vamos imaginar o Romário, Garrincha, etc não treinavam nem a metade do que seus companheiros de time e jogavam o dobro que quase todos , então treino te deixa em forma mas na hora que voce esta de cara com o gol o talento faz realmente voce se sobressair.
Oi Clício,
Talento existe sim!
Claro, mas é uma invenção.
Algo criado pelo pelo ser humano.
Um adjetivo por fim. Nada divino muito menos inacessível.
Aliás a palavra talento tem uma origem etmológica muito ligada a dinheiro. Me parece que a habilidade ilustrada hoje de talento já foi nada mais que uma habilidade monetária, uma moeda…
É bacana a idéia de algo existir:
” Se alguém diz que “tal coisa não existe”, o ato de dizer já garante a referência e torna essa “tal coisa” existente, ainda que no âmbito do discurso. Além disso, a ênfase negativa pode resultar numa afirmação, como quando, sem ser perguntado, alguém exclama: “eu não fiz tal coisa!”. É assim que a imagem representa o tempo ao interrompê-lo: permanece o sentido do movimento porque tal resultado está amparado por um conhecimento que nos leva invariavelmente a pensar no fluxo que foi ocultado”. (Ronaldo Entler)
Por tanto talento existe, mas em dias de hoje vale mais de alegoria. Ou para ilustrar a capacidade que se tem para se dedicar a alguma coisa.
Talento é somente um adjetivo, no sentido mais alegórico possível.
Cia de Foto,
Gostei da redução do talento a um adjetivo. Bem abstrato, diferente da origem concreta, quando “talento” certamente significava uma moeda;
“O talento de ouro ou prata era a unidade de moeda romana para grandes quantidades de dinheiro. O talento foi introduzido na Grécia Antiga e depois adaptado para o sistema monetário romano.
Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 drachmas. Sabendo que um drachma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilogramas de metal.”
Por outro lado, a palavra talento como vocação ou dom, tem origem religiosa;
“A conotação de talento com habilidades humanas tem sua origem em uma escritura bíblica, no Capítulo 25 de Mateus, na qual Jesus Cristo contou uma parábola aos seus discípulos, registrada na Bíblia.”
Uma alegoria.
Gosto disso, Pio.
Acho que é uma imensa bola de neve.
Vou usar uma bailarina como exemplo. Ela é apresentada a dança, e fica encantada. Surge o desejo de aprender. Tem a necessidade de treinar. Estuda anos, machuca seus pés e continua. Sente prazer em visualizar seus passos com perfeição. O resultado só poderá ser, aos nossos olhos uma pessoa “talentosa” na dança.
Ou seja, o talento para mim, nasce do desejo.
Passa por um longo caminho de aprendizado e aperfeiçoamento.
E culmina em um trabalho respeitável.
Taty disse:
*Ou seja, o talento para mim, nasce do desejo.*
Bingo! Sensacional síntese.
Cada ser humano nasce com um dom para determinadas atividades. Isso quer dizer que esta pessoa terá muito mais facilidade para aprender e criar coisas novas ligadas a este talento do que para fazer outras coisas.
Mas não quer dizer que sem o talento não poderá exercer aquela atividade. Com esforço e dedicação qualquer um pode fazer o que quiser. Só que nunca será tão genial como aquele que nasceu com o dom.
Para dar um exemplo: qualquer pessoa com esforço e dedicação pode jogar futebol, mas muito poucos jogarão tão bem a ponto de se destacar e talvez até chegar a seleção!
Será que ninguém no mundo até hoje teve mais cultura, treinamento e esforço que o Pelé pra jogar futebol?
Depende do ponto de vista…
Os argentinos falam o mesmo de Maradona!
Seu ponto faz sentido! Este tema nao terminara…
Salve Clício! tudo jóia?
Acredito q pra se alcançar o “sucesso”, o talento é necessário… aliado ao treinamento, cultura, ou seja, uma série de fatores q vão se “acumulando” para se chegar ao resultado final!
De nada adianta GRANA, TREINAMENTO e EQUIPAMENTOS se vc não tiver essa aptidão/talento para por exemplo, produzir uma foto campeã.
Conheço algumas pessoas q se dizem “fotógrafos” q se preocupam mais com os “Mp/câmera/marca”… mas na prática, acredito q produzem fotos meia boca… e q por tabela, NÃO são bem sucedidas.. pq acredito q o mercado em si faz a “filtragem/seleção” natural…
Talento, treinamento, perseverança… acho q um completa o outro.
Acho q é algo como “culpar” Deus por não ganhar na loteria se ao menos eu nem COMPRAR o maledeto bilhete!
Temos q fazer nossa parte e aí sim, as coisas “caminham”…
Algumas pessoas têm maior facilidade em fazer isso, ou aquilo… acredito q “o talento” então contribui pro “sucesso”.
Não creio q hajam pessoas bem sucedidas (de verdade) q simplesmente “compraram” a posição após mto suor/trabalho…
Se eu tivesse MTA grana por exemplo.. e decidisse “pilotar” um carro de Formula Um… acredito q até conseguiria chegar lá… . mas não creio q seria campeão mundial, ou piloto de sucesso!
Abraços boreais,
Ed
Eu acredito em talento. Ele não é o mais importante, e nem vai te levar sozinho ao sucesso, como já foi dito. Mas acredito que ele dá um tempero especial ao trabalho que se constrói com cultura, treinamento e esforço.
Tenho uma amiga que resolveu seguir carreira de fotógrafa porque muitos disseram que ela tem talento. Ela diz “Eu olho pras minhas fotos e penso: grande bosta.”
Eu acredito que se ela contar só com esse talento não vai muito longe não. Mas com o passar do tempo, com esforço, com aprendizado, ela tem muito potencial pra ser uma grande fotógrafa sim!
A história está repleta de exemplos.
Talento existe, mas sem cultura, treinamento e esforço não nos leva a lugar algum.
Só para citar Thomas Edison – 1% inspiração, 99% transpiração
Podemos citar alguns nomes que mostram bem a questão de talento + esforço + busca pela excelência, pelo saber… somado aos outros fatores que o destacam dos demais
Steve Jobs
Bill Gates
Ayrton Senna
Ross Brawn
Existem os gênios, sim, existem, mas dificil falar de algum deles que não tenham corrido atrás de conhecimento e levarem a palavra esforço a um outro patamar, como exemplos :
Leonardo da Vinci
Platão
Michelangelo
Alejadinho
Charles Chaplin
Santos Dumont
Existem também os oportunistas, mas este passam tão rápido, nem sequer ficam na história.
Wilian
Discordo em partes.
Talento existe sim, e é uma coisa diferente da idéia de cultura, treinamento e esforço. E diferente também do dom, como muitos usam como sinônimo.
Na minha opinião, talento é o resultado de uma grande somatória de fatores, experiências e repertório do indivíduo. Soma-se o dom nato de uma pessoa, com o repertório cultural, a experiência vivida, inteligência e emoção, e assim, obtem-se o talento.
Observe uma coisa: eu não citei esforço.
Na minha cabeça, o esforço é outra coisa sem ligação nenhuma. O sujeito pode ser um pianista com talento não desenvolvido, por exemplo. Por falta de esforço, ele não desenvolve o talento em potencial. Eu acredito que as pessoas tenham talentos em potenciais, e quanto mais cultas, mais talentos ela pode vir a adquirir. O esforço é o que vai fazê-la desenvolver ou não determinado talento.
Meus dois centavos
Acredito que nascemos com aptidões primárias, físicas, motoras, neurológicas, emocionais, intelectuais etc, que podem nos proporcionar facilidades para exercer algumas atividades, isso pode ser chamado de talento, mas é necessário identificá-las e aprimorá-las através do estudo, disciplina, treinamento, repetição, envolvimento, dedicação, paixão, etc, esses são alguns dos fatores que podem levar a excelência na execução de alguma atividade.
Pois de nada adianta por exemplo ser um ótimo jogador de basquete ter completo domínio, controle e manipulação da bola e ter apenas 1,67 de altura, vou ser fera nos jogos com a galera, mas nunca jogarei na NBA, por isso creio que é necessário um conjunto de habilidades para forma um “talento”.
Também não é possível dizer que nascemos com um “TALENTO NATO”, exemplo antes do advento da fotografia ninguém nascia com esse talento e agora podemos dizer que alguém é fotógrafo nato. Depois da invenção da mesma o código genético sofreu alguma mutação??? Obvio que não!
Como disse existe com certeza um conjunto de aptidões primarias que sofrem influências do meio podendo ser desenvolvidas ou não ao longo da vida do sujeito.
Abraços!
Evandro Salgado
Olá,
na minha opinião, talento existe! Mas, num primeiro momento, ele tem de ser descoberto. E depois disso, trabalhado!
entao o talento ou dom ou inclinação para certo tipo de atividade consequentemente leva ao interesse por Ela e como resultado um grande esforço para se tornar conhecedor a fundo. como o interesse por fotografia que nos faz debater estudar e se esforçar para ficar melhor cada vez mais. Logo…
Uma coisa Leva a outra, mas notem que a vontade de conhecer um assunto vem já de uma certa inclinação para o mesmo .
Será que é isso mesmo????
Suponhamos que talento nato realmente não exista e que seja tudo resultado das nossas experiências, dedicação e trabalho.
Fiquei pensando no caso das irmãs Polgar e do Bresson, que teriam sido estimulados desde cedo às suas respectivas atividades. Será que a qualidade das suas respectivas atividades não é tão genial pela precocidade dessa dedicação?
E neste caso, seria possível alguém já com alguma bagagem em áreas de conhecimento variadas, dedicir ao longo da vida dedicar-se ao xadrez ou à fotografia e conseguir um resultado extraordinário a ponto de este esforço ser confundido com um talento nato? Não seria ‘talento’ a representação desta exposição desde cedo a um determinado conhecimento?
E por fim, se esta genialidade depende de um esfoço e dedicação tão precoces, faz mesmo diferença ser nato ou ser resultado desta dedicação quando o indivíduo mal consegue optar pelas áreas às quais irá de dedicar? No caso das irmas enxadristas fica evidente. Eu jamais seria um adversário para elas, mesmo que agora resolvesse ser um grande jogador. Então, faz diferença elas terem talento genético, se para jogar como elas eu teria que estudar o xadrez desde os 3 anos de idade?
Tudo bem, a questão é que é possível aprender, se dedicar e ser BOM em alguma área, já que não existiria essa predisposição nata do talento. Mas para ser alguém de excessão em algum campo de conhecimento, acredito que o que conta mesmo é a dedicação de uma vida, o que pode ser quase como o conceito de talento nato.
Quero crer que existe um terreno fértil mais a umas áreas do que outras em cada pessoa. Não tão específico como o xadrez ou a fotografia, mas quem sabe para abstrações da arte ou a exatidão dos números. Resta a nós buscar construir uma habilidade com que tenhamos mais aptidão.
Pois vou concordar com o Ivan; a Taty sintetizou uma pérola:
“*Ou seja, o talento para mim, nasce do desejo.*”
O que contradiz a experiência das irmãs Polgar, que *poderiam* não ter o menor desejo de jogar xadrez; mas aos três anos de idade, como poderiam saber?
No caso, Clício, das irmãs Polgar, acontece aquilo que é chamado de Pressão Libidinal, isto é, a pressão por moldar o nosso desejo que nos é impartida a partir das manifestações dos pais. Podemos dizer que se o Lazlo Polgar as amou como filhas -e as amou- e sua mulher idem, isso define um padrão emocional que impregna a atividade de jogar Xadrez. Elas com três anos passaram a querer jogar xadrez pelo simples fato disso ser um veículo para os pais as recompensarem afetivamente.
Desenho desde criança, e lembro-me quando em criança os adultos gostavam dos meus desenhos, e naquela época formei a opinião sobre mim mesmo que “desenhava bem” pois assim me era dito afetivamente.
Deixo aqui claro que o afeto tem muitos matizes, então para um pode funcionar positivamente, para outro negativamente, pois as situações onde o afeto ocorre são complexas, há um balanço de experiências que gera uma resultante de desenvolvimento de personalidade.
Eu sei que você tem uma filha, e eu tenho um casal, e é bastante observável como nossas mensagens, muitas vezes que nem percebemos passarmos, tornan-se neles “valores”. Aliás, uma grande e recente educação que sofri foi prestar a maior atenção no que passo a eles sem querer.
Três filhas, Ivan, três filhas…
E um netinho a caminho!:-)
A responsabilidade aumenta…
Será que ele vai ter talento?
Acredito que exista sim o talento… mas desenvolve-lo, na minha opiniao, vai depender do aprendizado e esforço de cada um…
TALENTO, existe e é Nato, a partir da existência, do ambiente que a infância é desenvolvida, as amizades, a experiência ao longo da vida que somadas podemos dizer que será a cultura do individuo.
Existe os FENOMENOS do futebol, seres que com a redondinha fazem misérias, mas existem os que têm ótima aptidão mas necessitam de aprimoramento, treinamento, mas também se enquadram no grupo dos “talentosos”.
Existe também os que tem um enorme talento para um determinada atividade mas em função do dia/dia acabam por não usufruir dos dons que Deus lhes deu.
Em contrapartida existe os aplicados-determinados, eles são estudo, treino, não deixam de ao longo do tempo mostrar um bom TALENTO, as bravas penas.
TALENTO está associado a DOM, mas também a TREINAMENTO – dedicação.
Necessário além do que papai do céu nos deu, nos aplicarmos nos conhecimentos, independente da atividade profissional …
Vale a polemica.
Sds
Luiz salgueiro
Acredito que o talento pode ser nato mas não é apenas isso que fará a diferença pois todos temos talento para uma coisa ou outra, mas se tratando de fotografia acredito que além de ser nato precisa ser melhorado através debates como esse em blogs e ter um blogueiro e fotografo tão fera quanto o Clicio pois diamantes são raros como telantos natos mas o que seria de talento nato se não for lapidado ou descoberto ? com certeza será perdido,mas um ponto atrelado ao outro talento e aprimoramento fez, faz e fará bem a qualquer um.
Valeu
Acho que o Ivan resumiu de forma bem coerente a questão toda. É quase um vício cultural atribuirmos certos fenômenos a causas nebulosas, e a história do talento inato se encaixa nisso. Há uma tendência de querer simplificar as coisas, e ao vermos um desempenho excepcional, na área que for, preferimos dizer que a pessoa nasceu dessa forma.
Ao fazermos isso, deixamos de olhar para todos os possíveis aspectos de aprendizado e formação do comportamento, que ocorrem a partir do nascimento. E, dessa forma, damos uma desculpa para nós mesmos não sermos excepcionais, já que atribuímos o talento a uma causa nebulosa e não à aprendizagem, ao esforço, à disciplina, que estão a nosso alcance.
Como já foi dito, não dá pra pensar no inato a não ser que seja o último recurso de explicação, após termos acesso a todas as circunstâncias nas quais se deu o desenvolvimento da pessoa e descartá-las como determinantes do comportamento. Como é praticamente impossível ter acesso a tudo isso, é também impossível falar em causas inatas com qualquer grau de certeza.
Talento, na sua essencia jamais irá existir.
Por exemplo, você não sabe se tem determinado “talento” para jogar futebol sem tê-lo feito.
O que definivamente existe é uma “Pré-disposição ao método”
Digo: Como você irá jogar ou com qual perna você vai chutar. Agora dizer que a primeira vez que você toma uma bola com os pés e já se mostrará um jogador nato é baléla.
Ronaldo não seria Ronaldo se não treinasse dia após dia.
Ou Pelé a mesma coisa.
O que dizer de Newton então? Ele tinha talento para o Calculo Diferencial e Integral? Sendo ele o criador dessa ferramenta matemática hoje presente em tudo.
Alias, qual o talento de Newton? Inventar? Criar?
Mas o ato de criar não significa que um determinado individuo tenha uma experiencia tal qual seja capaz de olha as necessidades e delas fazer algo para acabar com problemas?
Não, existe TALENTO. Oq existe são experiencias e são elas que vão ditar qual tipo de necessidade você como individuo vai sanar.
Seja ela Coletivamente ou Individualmente.
É facil verificar como este tema é tão controverso e apaixonante. As opiniões, por mais abalizadas e recheadas de conteúdo ilustres e menos ilustres, não conseguem satisfazer as nossas necessidades de entender as variáveis que fazem alguns indivíduos conseguir uma leitura diferenciada e com maior aceitação por outrem, de um determinado tema ou uma ramificação das artes.
O que nós convencionamos a chamar de talento, acredito ser a capacidade que algumas “poucas” pessoas tem de sintetizar as suas proprias capacidades, limitações e interesses; e através de um trabalho perseverante no uso
das oportunidades oferecidas e garimpadas, aculturar-se de modo a atingir o seu utópico objetivo. Entendo como
utópico, pois geralmente esses indivíduos, por mais bem
sucedidos que sejam, nunca estão satisfeitos, sempre acreditam que “a sua melhor obra ainda não foi executada”, sua busca será continua, incessante, estará sempre frustado com sua própria realização. Emfim, este
perfil quase sempre é encontrado no que alguns chamam de “genios, mestres, etc…”
Parabenizo ao Clicio, de mais uma vez colocar um tema que
novamente coloca este forum entre os de maior sucesso, provocando esta rica troca de conhecimento entre os participantes, que nos faz crescer intelectualmente.
Ok vamos lá.
Creio que se esteja fazendo muita confusão, levando o assunto a não se desenvolver como poderia.
A princípio devemos separar o “ter talento” do “talento” propriamente dito, é uma questão filosófica eu diria. Concordo que se o indivíduo não se prestar a por em prática a ação em que posteriormente demosntrará ter ou não talento, ele poderá nunca descobrir o mesmo, mas isso não significa dizer que o indivíduo não tenha o tal “talento”.
Acredito sim que talento é uma qualidade inata, mas que se precisa, de alguma forma, descobrir e desenvolver ai sim através das experiências, com acertos e erros por quê não? Afinal uma de nossas príncipais características é a capacidade do erro.
E também não siguinifica dizer que aquele que não tenha tanto “talento” não possa desenvlover a mesma habilidade daquele que tem, acredito que pode sim, mas com certeza precisará ter um esforço e força de vontade muito maiores pra conquistar os resultados desejados.
Enfim espero ter contribuido um pouco na discussão deste tema.
Vamos pensar nos gênios.
Leonardo Da Vinci, por exemplo.
Ele estudou sobre aeronáutica pra inventar um protótipo de helicóptero, ou qualquer uma das suas invenções que só foram viabilizadas muitos anos depois. Acho que não.
Talento é o que faz a diferença.
Você se acha preguiçoso, burro ou incompetente?
Não né, então porque você não é “o cara” na sua profissão?
Sorte?
Duvido.
Se sucesso dependesse de estudo, experiência e trabalho, as pessoas consideradas “talentosas” teriam acima de 50 anos de idade.
Abraço a todos
Meu caro Clicio,
Talvez possa repetir algum comentário atrás, pois confesso que não li todos…me perdoem então se acontecer…
Sebastião Salgado gostava, ou gosta , de dizer nas suas entrevistas que fotografia é 5% de inspiração e 95% de transpiração.
Na verdade um velho aforismo parafraseado para a fotografia. Creio que estes 95% são aquilo que estudamos durante nossa vida! profissional ou amadora, diga-se de passagem, conheço inúmeros amadores, ou diletantes, se preferir, que fotografam melhor, e com mais “talento” que muitos ditos Pro!
Aqueles 5%, cruciais a meu ver, são a essência! sem ela, vc pode encher o vidro que ele não vai cheirar bem! Mas, sem aqueles montes de ingredientes que acompanham, a essência sozinha não funciona mesmo.
Pego um exemplo com o qual convivi. Antonio Gaudério! Saiu dos confins ( confins mesmo) do Rio Grande do Sul e veio dar em SP! Não conseguia escrever um frase completa, não tinha lido um livro de fotografia! No entanto, pegava ( e pega) uma câmera e se tranforma num demônio. Um sujeito que é pura intuição! Aquela necessária para perceber o momento, manipular a luz disponível, se posicionar da melhor maneira e fazer o clic no momento exato! Isso é puro talento, que nasceu, sem dúvida com ele! Não aprendeu nada para chegar nesse ponto!
Passaram os anos, e Gaudério foi para um grande jornal! Lá conviveu com outros fotógrafos que sabiam muito também, com enorme experiência. Deles, absorveu repertório, criou mais vocabulário, viu imagens de outros fotógrafos, ali, após o instante da sua criação. Melhor, conversou com eles, trocou idéias, acolheu conselhos, deu conselhos, discutiu sua produção,a dos outros, e assim, transpirou por 95% em diante!
O mesmo sujeito extraordinário que é, não seria igual, se, continuasse nos confins do RS…com todo seu talento nato, não há dúvida…
Também acredito que se Weston não tivesse compartilhado seus daybooks, se Adams não compatilhasse Weston, se Strand ( por sinal não percam a belíissima mostra de Paul Strand em cartaz no IMS do Rio de Janeiro ) não fosse amigo de Stieglitz…que a fotografia hoje seria a mesma. Acredito que não…
Por que para ter aqueles 95% que falamos é necessário compartilhar! É necessário ler, trocar idéias,ver imagens, muitas, muitas! Acreditar no que vc faz, acreditar que vc pode e deve fazer melhor, e principalmente acreditar – e esta é a parte mais dificil para muitos – que há sempre alguém que pode fazer melhor que vc. E que, se vc ficar parado vai criar limo! Ou melhor, já que é fotografia…criar fungo… Ih!!!…para quem não usa negativo como eu, acabar sujando o sensor.
Juan Esteves diz:
“Por que para ter aqueles 95% que falamos é necessário compartilhar! É necessário ler, trocar idéias,ver imagens, muitas, muitas! Acreditar no que vc faz, acreditar que vc pode e deve fazer melhor, e principalmente acreditar – e esta é a parte mais dificil para muitos – que há sempre alguém que pode fazer melhor que vc. E que, se vc ficar parado vai criar limo! Ou melhor, já que é fotografia…criar fungo…”
E eu complemento; talento é compartilhar, disseminar, trocar, ensinar e aprender sempre, sem reservas, sem vergonhas.
E como disse o Juan, acreditar, sem preguiça, que não se pode parar de pedalar, para a bicicleta não cair…
Eu acho que todo mundo nasce predisposto a ser genio. A educação, a alimentação, a familia, a escola, as influencias dos amigos, os focos… tudo isso vai moldando a pessoa e destruindo ou aprimorando esse potencial.
Afirmar que não existe talento, para mim é um absurdo!
Existe sim, mas nascemos com ele “bruto”. Porém, para lapidá-lo, é importantíssimo adquirir repertório prático e teórico.
Há dois pontos de apoio à argumentação sobre o talento inato, como, aliás, sobre o inatismo em geral no que tange aos desempenhos psíquicos:
O primeiro apoio é o raciocínio por exceções, isto é, o uso de um caso isolado no qual o argumentador diz que “fulano não pode ter tido acesso antes, então só pode ser inato”.
O segundo apoio são as observações com gêmeos.
O problema do primeiro caso é que são observações particularíssimas, e quem usa tais argumentos ou não tem sobre a história pregressa daquele caso particular uma análise acurada da geração das motivações e capacidades, ou não conhece a história pregressa do caso particular, ou então não a transmite por inteiro porque não julga que uma ou outra coisa seja importante.
Nos casos particulares, penso que um exame da biografia do sujeito pode esclarecer o caminho através do qual ele tornou-se propício ao desempenho superior em uma prática quando entra em contato com ela. Somente para dar exemplo, alguém com alguma vivência em produção visual, não necessariamente formal, lidará com uma nova arte visual de maneira muito superior a alguém sem essas experiências anteriores. Um bom contador de casos lidará muito melhor com a narrativa fotográfica, e assim por diante.
As emergências do tipo “naif” ou primitiva, são também explicáveis assim e pelo meio. Por exemplo, em Minas Gerais a expressão de arte popular tem fortíssima influência do Barroco, visto o barroco ser o “caldo de cultura” de todos. Não por acaso a maioria dos artistas populares segue tradições de criação locais.
Já a observação do comportamento dos gêmeos esbarra em vícios metodológicos persistentes. Digamos que em 99,99% dos relatos é facilmente identificável o erro metodológico, e o 0.01% restante eu não conheço –risos. Os erros mais comuns são ausência de grupo de controle, ausência de isolamento das condições de criação (pois gêmeos em geral recebem a mesma criação), etc. de forma que não se obtém nenhum indício de genética que não seja muito mais claramente ambiental.
Volto aqui a um ponto já falado: para pensarmos sobre um fenômeno, esse pensamento deve ser útil, e não algo relativo a uma opinião sem utilidade. Qual a utilidade de pensar ser genético o gênio? Além de ser algo que não pode ser demonstrado, é inútil, porque é um raciocínio circular do tipo: fulano é gênio porque é genético e eu sei que ele tem tal genética porque ele é gênio.
Muito mais útil é entender o processo de construção dos desempenhos diferenciados, porque, aí sim, se pode agir, seja sobre si mesmo, seja educando, para criar desempenhos notáveis.
muito legal ver o meu twiiter aqui com a minha opiniao
to louca pra saber a sua!
Minha opinião será breve…
Sou músico e ja Lecionei música, além de ter frequentado um concervatório. Sempre foi claro para mim pessoas que estudavam, estudavam e parecia que a música não entrava dentro do coração, não fazia parte da alma, não tocava o próprio sentimento. Os alunos se tornavam apenas “mecânicos”. Outros nem estudavam tando, mas tocavam com grande facilidade além de compor muito bem com o instrumento, parecia que o instrumento fazia parte da pessoa.
Sempre gostei do paralelo entre as artes, pois no meu enteder, elas surgem do mesmo lugar.
Na fotografia não vejo diferença alguma da música. Com muito esforço, dedicação se consegue ir longe sim, porém inovar, criar, romper a barreira do óbvio e comum, nunca será feito por dedicação ou esforço, pois quem é “mecânico”, consiguirá em seus efeitos, reproduzir algo existente, e poderá fazer muito bem.
Além do talento, uma característica que na minha opinião faz a diferença no rompimento do óbvio e da inovação, é a personalidade; Sem a personalidade não se faz a diferença, não se cria, não se exterioriza talento. Talento esse que na minha opinião existe e faz diferença, mesmo que o talento seja diferente dentro de uma mesma área.
Termino com uma frase que ouvi certa vez: ” Em cada dez pessoas que nascem, uma nasceu para um fim específico” (…)
Trocando em miúdos, a gente sempre dizia: “Em cada dez pessoas que estudava violão, uma nasceu para tocar violão”
É isso!!!
“O talento sem a educação é como a prata na mina.” (Benjamin Franklin)
Talento existe sim. Díficil saber se nascemos com ele. A vontade de se fazer arte pode vir de experiências como as citadas pelo Ivan (recompensa afetiva por algo que fez ou compensou uma frustração fazendo algo), mas existe algo além, o talento não é só a vontade de se fazer e aprender, não é só o desejo. O talento das pessoas não torna as coisas forçadas ou tão difíceis (assim como o Jefferson disse), mas é algo natural, que acontece (desenvolver isso como profissão exige técnica, estudo). Isso pode ser resultado de influências culturais, de experiências, algo biológico… Acho que é um ‘feeling’ que a pessoa tem, que pode ser exercido ou nem descoberto.
Claro que talento existe. Posso complicar a questão e dizer que a pessoa pode ter talento e não ter vocação. Vejo talento realmente como está descrito. Minha irmã tem talento para várias coisas. Fazia desenhos incríveis com perspectivas nada comuns no jardim da infância. Jamais fez um desenho chapado. Foi estudar violão e pulou do primeiro para o último ano. Toca super bem e não sabe dizer o nome de uma nota.
Sempre digo que se ela fotografasse, faria melhor do que eu.
Quando eu dirigia comercias por várias ouvi a sugestão dela pra mudar um enquadramento. Nunca desenvolveu essas coisas porque não tem vontade ou a tal vocação.
Ouvi uma vez um conceito dito pelo Walter Carvalho ao falar sobre fotografia de um filme. Dizia mais ou menos isso. Que a fotografia era resultado da convivência do espaço matemático que é a tecnologia com o espaço poético que é a linguagem.
Acredito que o talento é a poesia. Alguns nascem com ela.
Já vi gente melhorar e piorar com cursos.
O que sinto falta com essa massificação das técnicas é de uma assinatura nas fotos. Um trabalho mais autoral.Ta tudo muito igual.
As vezes quando estou fotografando, vejo uma imagem e penso: Luisa não ia deixar de fotografar isso… Isso é a cara do Zeca…A Paula não deixava escapar…Essa foto podia ser minha.
Esse é o meu critério para acompanhar o trabalho de alguém.
Esse monte de foto com cara de caixa de chocolate Suiço, não me atrai. Tenho um profundo desinteresse. Chamo de fotos sem alma.
Cris;
Sabe o que a sua irmã tem a mais que você? Simples: coragem para pagar mico, e portanto ousadia.
É simples, basta pensar naquele cara que chamado para dançar fica tímido, e dança prudentemente para não chamar atenção, em contraste com outro que se deixa levar. O primeiro pode estudar por cinqüenta anos e não se tornará um bom dançarino, embora possa aprender passos complicados.
Porque talento, até agora nós examinamos os aspectos positivos, mas é um aspecto importante: não haver barreiras de inibição. Talento é coragem.
E até nisso a crença no talento inato é perniciosa, pois ela levanta uma barreira de inibição e de de justificativas posteriores para a inibição. Não faço porque não tenho talento, então nem tento, porque “sou assim mesmo”.
Todos os talentosos são corajosos naqueles campos onde exibem desempenho diferenciado.
Desculpe mas acho que não me fiz entender. Apesar de achar que minha irmã tem “aptidão” ou talento para várias coisas, nunca procurou desenvolver. Ela sempre foi a tímida do salão. Não tinha pensado nisso. Faltou a palavra coragem. Concordo com o raciocínio do Juan.
Acho que o talento quando esbarra na preguiça fica só na promessa. Não defendi a idéia de não fazer nada para desenvolver. Nem poderia.
Cris;
Coragem é uma palavra de várias aplicações. Existe a coragem física, a coragem intelectual, a coragem artística, a coragem de olhar para si mesmo.
A criatividade está associada a um tipo de coragem, independentemente da timidez em outros aspectos.
O exemplo que Juan deu é maravilhoso e toca numa coisa que sempre penso: o talento descoberto ou “des-cobrido”. Ou mostrado para o mundo…
“O mesmo sujeito extraordinário que é, não seria igual, se, continuasse nos confins do RS…com todo seu talento nato, não há dúvida…” (Juan Esteves).
Talento nato. Isso eu acredito.
É natural vir aqui e concordar que não há talento inato. E que o conceito do talento inato – como o Ivan propoe – e pernicioso.
É o correto e o mais aceitável dentro de nossa ideologia.
Mas, fica um tanto complicado, creditar tudo somente fruto de desenvolvimento, cultura, feedback, etc…
É como o caso com a qual o Juan Esteves nos brindou. Ainda que não seja possível de estabelecer uma prova científica, não creio ser possível simplesmente descartar alguma uma semente mínima – um pequeno detalhe biologico, a mais ou a menos – lançada em solo fértil, capacitará uma pessoa a fazer coisas exuberantes ou geniais um dia.
Eduardo;
Mas qual a utilidade de pensar assim? Porque estamos diante de uma opção que não parece muito evidente, então devemos aclará-la. Podemos optar por achar que há um talento inato, e se ler minha primeira mensagem eu não nego que diferenças biológicas podem existir, assim como a do tamanho das pernas ou dos braços.
Mas, se achamos isso, o que é que vamos fazer mesmo com isso? E, como é que vamos comprovar que é assim?
Porque citar um caso isolado, que você ou outro conhece e eu não conheço não dá, pois se eu conhecesse eu poderia ir na biografia do sujeito e mapeá-la mostrando a instância da experiência e do afeto, mas sem eu conhecer fica mera aceitação acrítica.
Em contrapartida, o pensamento do talento desenvolvido é um pensamento potente, que serve para alguma coisa, serve para nortear as ações, serve para produzir efeitos a partir de métodos. E pode ser examinado metodologicamente por qualquer um.
Então estamos comparando bananas com maçãs. De um lado temos uma questão de fé, algo que se prefere acreditar sem haver nenhuma maneira de demonstrar a não ser através de exemplos cujo exame pelos demais fica impedido -ou seja, reduz-se a confiar na opinião de alguém. E essa fé não tem qualquer significado prático.
A segunda opção oferece método, mapeamento, comprovação e prognósticos de resultados versus ações.
Tenho uma maneira de definir ciência que é a seguinte: “Ciência é Tecnologia com roupa de gala”. Ou seja, a Ciência não se preocupa com causas verdadeiras e fundamentais, não se preocupa com “A Verdade”, isso é metafísica, não interessa. Preocupa-se em obter métodos e modelos que produzam resultados (por isso tecnologia).
Este para mim é o contraponto dessa questão. O inatismo é a-científico, pois não pode ser provado nem descartado, enfim, não pode submeter-se ao teste da falseabilidade, e assim não passa de preferência de acreditar.
Há alguns anos fiz um curso de neurociência com o Renato Sabbatini, e uma das coisas discutidas foi o desenvolvimento da noção de localização espacial entre os taxistas londrinos. Todos têm alto senso de localização espacial, muito acima da do normal, e têm áreas relativas à localização espacial no cérebro mais desenvolvidas e ativas (isso se pesquisa através da verificação das micro-correntes elétricas nas regiões cerebrais). Pois bem, ninguém pode dizer que a pessoa se torna taxista por talento, é uma profissão muito mais relativa a uma solução de vida do que vocação ou “dom”. No entanto a profissão, seu exercício, desenvolve assimetricamente o sistema nervoso do taxista de forma que ao fim de alguns anos ele tem um desempenho superior em certas capacidades.
O sistema nervoso se desenvolve com seu uso, por isso imaginar um sistema nervoso capaz antes do uso não tem muito sentido. Desde a primeira infância nossas experiências estão modelando nosso sistema nervoso.
Em sintese o que temos é de um lado algo já modelado e mapeado. E de outro, o inatismo, algo que está mais para crença pessoal ou de verificação impraticável… rs…
Talento existe sim!
Mas é preciso esforço, estudo, leitura, prática. Uma coisa leva à outra.
Só talento não basta, como tbm só estudo não é o suficiente. Por mais que eu estudasse, jamais poderia seguir a carreira de medicina, pois não tenho o dom pra isso.
É isso aí!
Abraço!
Achei mto legal ver minha “tuitada” sobre talento aqui!!! ;D quero mto saber qual sua opinião tbmmmm!!!
Eu acredito em TALENTO SIM!
Até porque se não existisse, não haveria o seu significado!
Se não houvesse TALENTO, como Beethoven, usaria a técnica para fazer música de qualidade depois de surdo?
Se ele contasse com a sua técnica “audição”, não faria mais nada, mas ele contou com algo superior, ele sonhou e usou o seu talento, ouvia as vibrações das notas no solo. Compôs ’surdo’ a 9ª Sinfonia.
No entanto, apesar de surdo, ele aprendeu a ouvir o inaudível, aprendeu a ouvir com o coração. Não desistiu da vida; ao contrário, exaltou-a. Os sonhos venceram. O mundo ganhou.
E apesar de tudo eu levo sempre essa frase comigo:
“A mãe de todas as habilidades é a repetição!”
Ele repetiu por anos, fazer musicas, praticou, e conseguiu desenvolver uma habilidade surpreendente.
Mas pelo menos para mim, essa habilidade, essa força, VEM DE UM TALENTO!
Eu fiz uma analogia, mas espero que o Clicio entenda o que eu quis passar…
por exemplo acredito que Clicio tenha seu talento, e apartir disso desenvolveu uma habilidade em fotografar superior a outras pessoas.
Cada um é bom em uma coisa… mas cada um tem seu talento, uns 5, outros 10… outros nenhum, mas a repetição que gera habilidade pode fazer aflorar um talento escondido no mais profundo de alguém!
Eu acredito que o talento existe, sim. E isso é o diferencial que trasforma uma ‘criação do intelecto humano’ em uma coisa unica, uma obra de arte, um masterpiece.
Tem um pensador Italiano Benedeto Croce que definiu, ao meu ver, de forma definitiva ou que é artista (traduzindo liberamente): o sentimento artistico (a emoção) esta em todos os seres humanos, o ARTISTA é a pessoa que consegue racionalizar este sentimento e concertizalo de forma que outras pessoas possam provar-lo (o sentimento) apreciando a obra.
Desta mesma forma o Talento, a meu ver é aquela capacidade, diferencial, que rende a obra de uma pessoa unica.
Cultura, berço, e ate alimentação podem ajudar, se o talento existe. Mas ate sem cultura, berço, e alimentção uma pessoa pode se destacar se tiver talento e oportunidade de mostrar seu trabalho.
Pensar o que de pessoas que, em um tempo imensamente menor que eu conseguem fazer coisas que eu demoraria meses ou anos estudando e transpirando? Estas pessoas existem, queiramos ou não. Cada um tem a inteligência mais desenvolvida para uma área específica, como afirma a teoria das inteligências múltiplas. Se o cidadão tem enorme facilidade para executar determinada tarefa e continua a exercitar, ele voa. Se não exercita mesmo assim pode (ou não) fazer coisas surpreendentes, que a maioria das pessoas terão que ler e praticar muito para alcançá-lo. Em fim, negar a inteligência eu não nego. Trabalho árduo resulta em grandes habilidades e resultados surpreendentes também. “Não restam dúvidas de que a dedicação intensa e precoce produz grandes habilidades. Quem sabe, pode até tornar as habilidades inatas irrelevantes.”
Concordo com:
@pedroalexandria: Acho que o talento está em você saber usar tudo isso.
Para mim não adiantar ter cultura, treinamento e esforço se você não souber usar o que isso traz de bom ao fotografar.
Quem tem talento é quem sabe se utilizar dessas ferramentas para chegar a um bom resultado.
Qualquer criança que tenha nascido num berço de dor, poderá desenvolver seu talento. Basta que ela saia do berço da dor, passe a viver em paz e com saúde e, tenha a mesma oportunidade que a minoria tem em várias áreas.
Eu coloquei esta sua frase na pagina de discussão da minha faculdade. Faço Publicidade e Prop. na Unipar de Umuarama – cidade perto de Maringá onde fiz um curso com você na Cesumar em 2005 (se não me engano) e a discussão foi interessante! Alguns concordam e alguns discordam, por “n” motivos.
Para ilustrar o que eu acho, vou usar o fato de ter feito um curso de PS contigo… Este curso me deu o material, a base necessária para levar meu “talento” de tratamento com fotos adiante. Hoje tenho segurança de apresentar um trabalho bastante aceitavel para meus clientes, mas sei muito bem que foi a educação e consequente prática que me levou a esta ponto.
Pra mim, talento sem prática é nada..
Por conta da minha formação na área da sociologia e antropologia, prefiro inverter a questão:
Ache QUALQUER relato em QUAQUER área de pesquisa (sociológica, psicológica, antropológica, médica, biológica… você escolhe) que sustente seu argumento de que é possível existir “uma ocorrência natural, como predisposição inata do indivíduo a alguma habilidade específica” e voltamos a falar do assunto.
Caso contrário, sua opinião não passa de “achismo”, sem qualquer base argumentativa… e em se tratando de achismo, cada um pode achar o que quiser.
Pois, meu caro Dois Espressos, falo lá em cima que “curiosamente…”
Mas não, não sou pesquisador acadêmico.
Sou apenas um humilde fotógrafo, que “acha” algumas coisas curiosas, e pergunta para quem sabe mais.
Por exemplo: por que os teórico-acadêmicos de fotografia que conheço são absolutamente incapazes de produzir uma fotografia decente?
Vai saber… Certamente não se esforçam para isso…
O gênio é composto por 2% de talento e de 98% de perseverante aplicação.
(Beethoven)
clicio, ate concordo que talendo seja uma mescla de cultura, treinamento e esforço. MAs e os genios? eles existem e não podemos negar.
pra citar pouco, billie hollday diva que era prostituta e foi encontrada em uma zona cantando para viciados em heroina.São raros =]
123RAW,
“Coragem é uma palavra de várias aplicações. Existe a coragem física, a coragem intelectual, a coragem artística, a coragem de olhar para si mesmo.
A criatividade está associada a um tipo de coragem, independentemente da timidez em outros aspectos.”
Uma pérola! adorei isso.
Esse Clício é “o cara” !!!!
Nunca imaginei que um assunto desse tipo iria gerar tanta discussão, mais eu acho que eu posso concordar com alguns sobre o assunto.
Na minha opinião o talento pode ser substituido por um fator sorte ou algo relacionado com esforço, ou os dois juntos.
Eu acredito que o esforço aliado com outras capacidades humanas pode criar e multiplicar as chances de um individuo se diferenciar entre os demais. Eu tambem penso que oportunidade e sorte fazem a sua parte neste grande jogo, assim como ter uma janela de influencias, (ex: Clicio) contatos e amigos podem ser um fator determinante para o sucesso.
Não sou fotografo, apenas sou um entusiasta de fotografia que entende um pouco sobre equipamentos e que vem conhecendo algumas boas influencias na fotografia e planejo comprar a minha primeira camera digital em breve (adoro a linha LUMIX da Panasonic =P)
nada substitui o talento
Eu li uma vez que o verdadeiro virtuoso desconhece que o é, ele, o virtuoso, é adivinhado. Acredito que no caso do talento acontece da mesma forma, muitos se propõem a fazer algo, mas nem todos se saem tão bem… Na fotografia só vai agradar quem tiver talento? Penso que a fotografia é muito permissiva, daí que o sucesso pode estar na dedicação para se estudar técnica fotográfica e conseguir fotos tecnicamente corretas, mas talvez pouco interessante do ponto de vista criativo. Agora, o realmente talentoso vai aliar conhecimento técnico, criatividade, percepção, sensibilidade e vai agradar um número maior de vezes. Mas, como a fotografia é permissiva, um dia alguém que foi julgado como um ‘sem talento’ vai conseguir registrar uma foto que todos vão achá-lo talentoso, e aí quem permitiu isto foi a fotografia…mas o talentoso vai agradar sem pretensão, sem esforço, simples assim… Os que se esforçam, os que têm coragem vão agradar vezes ou outra porque têm o mérito, mas não têm talento…
Acredito que talento, esforço, técnica….etc..etc….e OPORTUNIDADE principalmente devenm caminhar juntos em equilibrio. Se não, vc será + um na fila !
Eh tão mais fácil dizer que talento não existe, assim podemos tentar alcançar aqueles que tem uma facilidade maior, e nos vangloriarmos dizendo o quanto ralamos para sermos bom, enquanto aquele que se diz talentoso não fez nenhum esforço. será???
“O talento vem do desejo.” essa foi a melhor frase postada nos comentários!!! mais se talento NÃO existe, como essa frase funciona??? e se eh soh cultura, esforço, treino o qual precisamos, pq muitos que fazem tanto esforço não chegam a tanto ou a lugar nenhum, poxa!!! se domina tanta técnica.. o que acontece??? como se explica.
E os melhores poetas, músicos, pintores, escultores como explicar tamanha habilidade, sensibilidade se poucos estudaram, pq uns se diferenciam dos outros se temos as mesmas bases???? pq um moleque de 8 anos toca incrivelmente um instrumento e um rapaz que fez 8 anos de música erudita não tem o mesmo filing?????
TALENTO EXISTE SIM, E É O QUE FAZ A DIFERENÇA. O resto eh blaffe, plagio, copia, despeito pq teve que ralar p descobrir uma aptidão, e não se conforma e nem admite a existência de algo tão raro, e maravilhoso que eh o TALENTO, e que muitas vezes eh barrado no homem logo cedo, pelos próprios pais.. ou mais tarde pela sociedade, ou produtores… simplesmente para o consumo, pq eh mais fácil vender o “fast”. Mataram nossos artistas, o consumo e o ritmo que levamos eh o que destrói, o que eh bom hoje, jah não eh mais bom amanhã. O artista foi obrigado a se enquadrar e a se matar por dentro.
Desde 1994 nunca se viveu períodos tão podres pra mim. Acredito que o suicido do talentoso kurt cobain, foi um marco para o inicio de um dos períodos mais sem graça de toda humanidade.
Clicio, vc não tem nada de gênio, a garota que comentou isso realmente tirou uma com a sua cara. Nem diferente, nem especial, apenas mais um bom profissional de fotografia, provavelmente cheio de regras e técnicas, nada livre nem tão pouco artista. E ainda por cima sem TALETO (jah que não acredita???!!!!não dever ter mesmo!!!!!).