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Archive for abril \28\UTC 2009

Sony Alpha 900 em corte

Sony Alpha 900 em corte

Cara de câmera de filme; pentaprisma alto, pegada boa, peso regular.
As minhas primeiras impressões com a Sony Alpha 900 foram de conforto, de intimidade. Os botões se encaixam nos dedos, a ergonomia é ótima, e o pentaprisma… Lindo!
A objetiva é uma covardia; zoom Carl Zeiss Vario-Sonnar 24~70mm f2.8 da série T*, boca de 77mm, garantia de boa óptica.
Autofoco preciso e silencioso, rápido. O visor LCD é grande, e os botões são poucos e bem posicionados. Insisto; a câmera é simples como uma câmera de filme. Tem o joystick mais preciso dentre todos os que já testei, uma tela de “Quick Menu” genial (só os comandos mais importantes, acessíveis diretamente), e o mais bacana, um mecanismo anti-vibração no próprio corpo! Isso significa que qualquer objetiva pode se beneficiar do redutor de movimentos incorporado. E este funciona como prometido…
O visor óptico também é excelente com 99% de visibilidade real, dioptria regulável, marcadores de foco e dos crops bem visíveis. Aliás, a câmera pode ser colocada em modo “proporção wide screen 16:9” ou em modo “proporção normal 3:2”. Há as marcas de crop para objetivas formato APS e para as proporções.
Ao se clicar, nada de shutter delay, resposta instantânea. Usando um cartão Sandisk Ultra de 8Gb, a demora para gravar o arquivão de 25Mpx é preocupante, mas o buffer segura bem, e mesmo conectada aos flashes de estúdio e clicando bem rápido, a Alpha 900 acompanhou o ritmo sem vacilar.
O visor LCD tem um vidro especial que suja bastante, parece um iPhone.
Os menus são fáceis e a maior novidade é o “D-RangeOptimizer”, um filtro Shadow/Highlights embutido no software da Sony. As preferências e personalizações podem ser gravadas, e em minutos já se está fotografando com segurança.
Raw e cRaw (o Raw compactado da Sony) demoram o mesmo tempo para gravação, mas o cRaw economiza espaço de armazenamento sem perda de qualidade. Os resultados de resolução óptica são os melhores que já vi em digitais deste porte, e o Simon Joinson do DPreview diz que “a resolução real da Alpha 900 se tornou o parâmetro a ser batido”.
Mas se a eletrônica, mecânica e ótica são impressionantes, o sensor talvez possa ser melhorado; apesar de perfeito no ISO padrão (ISO 200), talvez pelo diâmetro pequeno dos fotossensores (menos de 6micra), o ruído aparece nos ISOs mais altos (a partir de ISO 800). Nada que outras câmeras não tenham, mas pode ser um fator a ser levado em consideração para fotógrafos que precisem de ISOs altos; eu nunca uso nada mais que ISO 200, então isto não me preocupa.
A Sony posiciona a máquina como sendo para amadores avançados (seja lá o que isso queira dizer!), mas ela pode tranquilamente ser comparada, com vantagens, com as cameras mais usadas por profissionais no Brasil.
Estas são apenas as minhas primeiras impressões; mais adiante escrevo uma resenha completa.
Pala ilustrar a capacidade da câmera “direto da caixa”, esta abaixo é uma fotinho de família, um Raw sem nenhum tipo de alteração.

Werner Hartfiel, por Clicio

Werner Hartfiel, by Clicio. Sony Alpha 900 + Zeiss

Links:

Review completo do DPreview aqui


Comprar Sony Alpha 900 aqui

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Acho que vale o esclarecimento.

Quando mostro as fotos-exemplos do que estou pesquisando, é apenas um demonstrativo visual, complementar ao texto. As fotos aqui postadas não são o meu portfólio; este blog não é o Flickr.
Isso posto, vamos ao que interessa.
O que muitos estão propondo, pela blogosfera afora, é um certo cuidado ao usar os programas de tratamento de imagem. Até onde eu posso entender, ninguém é contra este ou aquele software, mas sim contra o uso indiscriminado e, muitas vezes desnecessário do tratamento de pós-produção.
Entenda-se por pós-produção não o processamento da imagem, que é absolutamente necessário para que se produza o resultado pretendido; considero o Raw o meu cromo não-revelado, ou o negativo antes da ampliação. Posso alterar contrastes, corrigir desvios de cor, posso fazer cross-processing, posso escolher o “filme” com que vou trabalhar. São decisões técnicas e estéticas fundamentais no processo criativo do fotógrafo. O ACR (parte do Photoshop), o Lightroom, o Capture One, são programas que substituem o laboratório químico; logo precisam ser usados, já que fotografo apenas em Raw.
A pós-produção a que estou me referindo é a modificação substancial da imagem, a troca de texturas, as mudança de fundos, o acréscimo ou retirada de elementos pertencentes a imagem.
Vamos considerar meu caso; fotografo mulheres. Posso trocar completamente a pele natural por uma artificial; posso modificar totalmente a maquiagem; posso usar ferramentas como o Liquify para alterar formas, volumes, emagrecer. Não importa o programa que esteja sendo usado para isso, será que o nosso olhar está tão embotado, tão viciado que seja *sempre* necessário?
Acredito sinceramente que não.
O segundo problema é mitificar uma ferramenta poderosa como o Adobe Photoshop, e achar que “a culpa” é dele.
Virou até verbo! Escuto a frase “vou fotoshopar fulana” todos os dias. Modificar substancialmente uma imagem não é prerrogativa só do Photoshop, mas uma decisão consciente e intencional desde que a fotografia surgiu no século XIX.
O que estou querendo é construir minhas imagens da melhor forma possível usando a captura fotográfica, processar estas imagens com as ferramentas que possuo (ACR, Photoshop, Lightroom), e finalmente corrigir ou alterar, no Photoshop ou em qualquer outro programa de pós-produção, o que for absolutamente necessário.
Como disse, costumo fotografar mulheres; espinhas no rosto de uma mulher *não são parte permanente* deste rosto, são temporárias, vão sumir com o passsar do tempo. Não contam a história de quem é esta mulher sempre, portanto não vejo problemas em removê-las; já uma pinta, uma marca de nascença, são sinais permanentes, signos visuais que nos ajudam a identificar o fotografado. Vejo muitos problemas em removê-las!
Para encerrar, é uma questão conceitual e não operacional ou técnica; sou fã confesso e notório do Photoshop, uso porque gosto e porque ele é absolutamente fundamental em meu workflow, mas quero usá-lo da melhor forma possível, aprimorando minhas imagens sem desfigurá-las.
O pós-tratamento não é o vilão, mas sim a falta de consciência fotográfica.
Acho que tem muita gente que pensa como eu, e os comentários dos posts abaixo parece que confirmam essa impressão.

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Biker Ellen by Clicio - Phase One H25

Biker Ellen by Clicio - Phase One H25

OK, só pra não dizer que não falei de flores… Quem precisa mesmo de tratamento?
Esta foi com o back Phase One, aquele mesmo que andava me pregando peças. Me lembra bastante o resultado do Kodak EPP 120, filme típico de editorial de revistas. O assunto deste post é o mesmo daquele post abaixo, só mudam a luz, makeup e a câmera.
Quando a foto é mais aberta, uma luz decente já traz o que é necessário, não?
Zero de tratamento.
E quando a foto é mais “comportadinha”, com o make certinho, os publicitários reclamam menos!…

Para ver a imagem em detalhes, clique aqui!

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Teasing Ellen by Clicio - Sony Alpha 900 + Zeiss 24-70mm f2.8

Teasing Ellen by Clicio - Sony Alpha 900 + Zeiss 24-70mm f2.8

Não, não é um delírio.
Sigo a minha saga iniciada há semanas, e agora que o papo rola por toda a blogosfera, me sinto mais seguro no caminho que escolhi. Fotografei a Ellen ontem, com o back Phase One e com a Sony Alpha, e não passei nem perto do Photoshop.
Vou (devo!) confessar; que sensação poderosa a de ampliar, ampliar, ampliar a imagem, e ver tudo lá; tudo que temos, mas que tememos mostrar; tudo que nos dá personalidade, tudo que nos faz humanos.
As fotos ficaram maravilhosas, graças a Ellen, ao Rafael que mandou muito bem na maquiagem, ao René que foi impecável na assistência, e principalmente porque fotografamos exatamente como se estivéssemos voltado 15 anos no tempo, isto é, pensando, fotometrando, iluminando e dirigindo como se fosse filme cromo de médio formato.
Nada de fotoxópi.
Vamos esclarecer; adoro o digital, acho filme um suplício, não quero nem pensar em entrar em um laboratório químico! Mas o pensar analógico, o olhar mais vagabundo, menos apressado, e o rigor técnico… Só quem fotografou muito com filme compreende este feeling em sua totalidade.
Para ver a imagem grande (cropada) e cair de costas com os detalhes, clique aqui; para voltar a esse blog, clique na imagem grande.
A pedidos, os metadados de EXIF da foto (depois do crop):

Metadados de EXIF da camera

Metadados de EXIF da camera

Ver imagem grande (detalhe)–> Clique aqui.

Ver site da Sony Alpha –> Clique aqui.

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fslogoFoi com grande alegria que vi surgir, em 2000, o Fotosite.
Na época eu buscava um “angel investor” para o Fotopro, enquanto o Pisco del Gaiso também buscava financiadores para o projeto deles; chegamos a nos reunir para juntos criarmos um só mega-site, mas eu já tinha fechado com a Hedging Griffo, e o Fotosite tinha outros apoios, e acabamos seguindo caminhos separados.
A Fototech, que existe desde 1997, ficou; o FotoPro passou (durou 2 anos maravilhosos, com notícias diárias sobre fotografia), o Pisco, o Marcelo, o Rogério e o Adi foram deixando o Fotosite, o Bob assumiu a direção do projeto, e agora  o Fotosite também é história.
A fotografia perde um grande veículo, e sinto pelos projetos que o Fotosite realizou (como a semana de fotografia),  fundamentais.
E´com grande tristeza que vejo acabar, em 2009, o Fotosite.

Link de despedida, abaixo.
http://tinyurl.com/d6l92q

O Marcelo Soubhia me lembra que a Agência Fotosite continua firme e forte, e especializada em fotos de desfiles de moda no Brasil e no mundo.
http://www.agenciafotosite.com.br

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Haiti, por Klavs Bo Christensen

Haiti, por Klavs Bo Christensen

O Alexandre Belém nos proporciona uma interessante discussão em seu blog “Olha, vê”, ao postar o resultado de um concurso fotográfico europeu que desclassificou as fotos photoshopadas do dinamarquês Klavs Bo Christensen, depois de compará-las com o RAW (que o fotógrafo enviou ao ser solicitado).
O mais interessante do post, denominado “Muito Photoshop?” foi a enxurrada de comentários, pró e contra, que acabam por ressucitar a velha história dos limites do plausível na fotografia documental.
Eu?
Eu gostei das fotos e como disse o Leo Caobelli (do Garapa), o mundo anda pra frente…

Adendo: Klavs declarou da India, onde estava cobrindo o Holi Festival em Mathura, que não vai mais enviar fotos coloridas para o concurso, apenas imagens em branco e preto.
Abaixo uma das imagens (coloridas) que ele produziu durante o festival.

Holi Festival, India, por Klavs Bo Christensen

Holi Festival, India, por Klavs Bo Christensen

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Episódio-Bônus: Calibragem de Monitores

Episódio-Bônus: Calibragem de Monitores

Assistir o Episódio 06B online – Calibration

Muita gente ainda tem dúvidas na hora de calibrar o monitor; nada que um bom espectrofotômetro e um pouco de paciência não resolvam!
Neste episódio-bônus (curtinho, mas importante) o processo é visto passo-a-passo. O episódio foi gravado no Centro de Tecnologia Coralis, e agradecemos a eles pela gentileza!
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Para ver todos os episódios do podcast, clique aqui!

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