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Archive for maio \31\UTC 2009

©2009 Clicio Barroso - Carol & Harry

©2009 Clicio Barroso - Carol & Harry@McFly

Hoje tive uma experiência reveladora, com perdão do trocadilho.
Fui logo cedo para o aeroporto levar minha filha Carol que, fã de uma banda de pop/rock inglesa de nome McFly, não queria perder a oportunidade de chegar perto dos seus ídolos, que vinham do Rio para São Paulo. Como ela soube? Pelo Twitter de um dos integrantes da banda, lógico.
No saguão do Aeroporto de Congonhas, muitas adolescentes como ela, todas com papel, canetas e…câmeras. De todo o tipo, compactas, de vídeo, baratas, caras. Enquanto eu esperava pacientemente por um vôo que não sabia se iria chegar, fiquei prestando atenção nas meninas, que logo se juntaram em um grupo coeso, ansioso, todas ali com o mesmo propósito; apesar de não se conhecerem, em poucos minutos estavam trocando informações preciosas sobre a banda, sobre planos de vôo, horários de pousos e decolagens. E finalmente resolveram fazer uma foto do grupo, com uma das câmeras compactas no self-timer, para passar o tempo. Como se fossem amigas de longa data. Como se estivessem em um evento de família.
Conforme os aviões foram chegando, e o nervosismo aumentando, a preocupação delas com as câmeras aumentava; haveriam pilhas suficientes na hora decisiva? O flash não iria falhar vergonhosamente? Quem iria produzir as fotos, se elas teriam que ser as protagonistas?
E aí foi que a ficha caiu.
Muito mais que o aeroporto, que os integrantes do McFly, que o grupo de meninas, o importante para elas era *a foto*. Ver, tocar, cheirar, pedir os autógrafos, conversar, nada disso se comparava a importância da foto. Sem a foto, era como se nada daquilo existisse de fato; ela é que daria sentido e veracidade a tudo o que estava para acontecer. O que me deixou intrigado foi que por parte delas, não existia a preocupação da preservação da memória, mas sim a premente, aflita preocupação em ter a imagem imediatamente.
E para que serviria uma imagem imediata, talvez efêmera, virtual, se não pela memória que ela evocaria com o passar do tempo?
Para ser a ferramenta fundamental de inclusão social, para criar laços, para comunicar eficientemente uma série de signos que identificam uma tribo.
O fato é que finalmente os meninos ingleses chegaram, os seguranças truculentos os cercando, as câmeras freneticamente clicando, as meninas desesperadas para chegar perto dos ídolos, mas nunca se esquecendo da palavra de ordem:
“Pai, FAZ A FOTO!”
O resto da história não é menos espantoso; em segundos a banda desapareceu dentro de uma van de vidros pretos, deixando um grupo de hormônios descontrolados chorando e gritando nas calçadas de Congonhas; meu celular é imediatamente sequestrado, para que a notícia da foto seja transmitida, em tempo real, para o Twitter, para o Orkut, para toda a rede social online; em menos de uma hora, as fotos de todas elas circulavam livremente pela net em escambos, empréstimos, presentes e roubos, criando uma comunidade instantânea em que e-mails, MSNs, telefones, endereços, e as próprias fotos são compartilhadas.  As fotografias precisavam ser instantaneamende produzidas e consumidas para cumprir seu papel de elemento aglutinador!
Neste caso, o referente fotográfico, o denotativo, é importante; o eu junto à pessoa do ídolo, em local reconhecível, em data precisa. Mas o conotativo é muito mais importante! A foto fala de juventude, de velocidade, de veneração, de desejos, e de inclusão. Pertencer. Estar. Ser.
Mais que a história em si, e muito mais que a foto banal que conta esta história, fiquei feliz por desvendar o mistério dos compulsivos autorretratos, das redes sociais, e das ferramentas de mensagens telegráficas instantâneas (Twitter e MSN) que regem os comportamentos contemporâneos. E fiquei ainda mais feliz ao perceber que aquilo que os fotógrafos  profissionais egoistamente chamam de “banalização e massificação da fotografia” é de fato hoje uma fundamental necessidade de comunicação que acaba por dar sentido a existências em formação.

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©2009 Clicio Barroso

©2009 Clicio Barroso

Muita gente tem curiosidade de ver como eu fotografo. Particularmente não vejo muita graça, mas pra quem gosta de makin’of, segue o link de um Quick Time video disponível na Web. O vídeo está em streaming, mas roda bem melhor depois de carregado, seja paciente…

http://www.clicio.com.br/imgs/Podcast/EllenClip.mov

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©2008 Clicio Barroso - Patrícia no Breu

©2008 Clicio Barroso - Patricia no Breu

Quando postei aquele pequeno artigo sobre o aprendizado fotográfico, que gerou mais de 80 comentários, algumas conversas paralelas me chamaram a atenção; a mais curiosa foi a argumentação de alguns fotógrafos recusando-se a aceitar o talento como uma ocorrência natural, como predisposição inata do indivíduo a alguma habilidade específica.
Eu me reservo o direito de dar a minha opinião (já formada), depois dos seus comentários…

Dicionário:
Talento

subst m
talento [ta’le˜tu] – grande capacidade em certos domínios; ter talento para a pintura, música, fotografia.
Alguns comentários foram bem fundamentados, como aquele do Ivan de Almeida (do Fotografia em Palavras), mas não a ponto de me convencer.
Pois bem, curioso, postei a mesma afirmação, em português e inglês, no Twitter e no Facebook :
“Talento não existe. O que conta é cultura, treinamento e esforço.”

As respostas foram impressionantes!
Mostro aqui um apanhado do que pude recuperar (ah, o efêmero da Web…), e gostaria muito de saber a sua opinião!

TWITTER

@gioduarte: Concordo, acredito menos em talento e mais na aptidão, vontade, coragem e esforço.
@macarios: Acho que experiência: erro/acerto “x” vezes faz você ter talento.
@allysoncorreia: Discordo totalmente! O que (normalmente) funciona melhor é a combinação destas duas coisas. Talento natural + Estudo/treinamento.
@andrerusso: I don’t. Try to play drums if you don’t have timing and rhythm… it’ll be a mass… 8 years learning keyboard shown to me.
@fabriciasoares: Não concordo!
@pedroalexandria: Acho que o talento está em você saber usar tudo isso.
@erikalais: Acredito que alem de treinamento, cultura e esforço, tem certas pessoas que já nascem com sei lá o que, um dom talvez, aptidão …
@AngeliBraga: Não concordo. Como se explicaria, então, aquele “je ne sais quoi” de alguns artistas, coisas únicasque não se copia ou reproduzem…
@PaulaMarina: 30% / 70%, respectivamente.
@lojapropaganda: Treinamento, dedicação e muito esforço.
@BellaFessel: O talento é o “it” que faz a diferença. A cereja em cima do bolo. Bolo sem cereja pode até ser bom, mas não é maravilhoso. Capisce?
@uelitonsantos: Talento conta um pouco sim… Dedicação, esforços e estudos é o complemento para se chegar a excelência…
@erikaverginelli: Eu acho q tem gente q ja nasce c um talento sim. Ex: pessoas q só de escutarem 1 vez uma música já sabem tocá-la no piano ou violão! Essa pessoa nasceu c talento, dom. O mesmo acontece c pintores, etc. Mas é claro q o esforço, estudo e dedicação aprimoram isso 🙂
@laguiar: eu não concordo…
@fgi56_foto: Não. Posso conhecer, treinar,me esforçar e mesmo assim não vou ser contratado pela Inter. Acho que tenho duas pernas esquerdas, rsrs
@lenteaberta: Tudo isso (cultura, treinamento, esforço) é oq faz 1 bom, as vezes excelente, fotógrafo. O fotógrafo genial tem td isso + talento…
@FF_fotografia: Pra mim talento existe, mas sem cultura, treinamento e esforço ele não segura a onda sozinho. Abraço.
@fabriciovianna: Discordo, o talento é o que nos leva a querer aprender mais, podemos aprender a dominar a tecnica mas não o olhar, a paixão…
@retorta: Cultura, esforço e treino são 90%, mas o talento é uma predisposição natural para algumas actividades, são os 10% que te elevam.
@flavita_v: Concordo em termos, mas não dá pra negar q existe varíavel subjetiva em alguns casos. Daí a gnt chama de talento ;o)
@lord_assis: Talvez talento não exita mesmo… mas o dom todo mundo tem em áreas específicas… não seria um bom médico, com mãos inquietas.
@fdelfini: Concordo em partes pois talento existe e é uma facilidade de aprender algo, mas mesmo assim ninguém nasce sabendo.
@aoqui: Acho que existe todo tipo de ser humano. O que tem o dom, o que tem um pouco de talento e precisa estudar mais do que os outros para se firmar, e aquele que vai morrer sem saber fazer nada. Mas respondendo a pergunta… acho que talento existe sim.
RT @aoqui: Exemplo de talento nato: http://bit.ly/Q1qK4. Esse não tem nem idade suficiente pra ter estudado tanto.
@viniciusmatos: Acredito em talento inato mas sempre andando junto com oportunidade! O que seria de Mozart sem seu piano aos 6 anos?
@fabianophoto: Discordo… Talento existe, e sim ! Claro.
@fonsecaa: Talento sim!  Mas só ele não basta, para se tornar diferenciado somente com muita cultura, treinamento e esforço.
@renatotarga: Se você pensar que talento é o resultado das experiências de vida e cultura de uma pessoa, aí ele entra na equação, junto com resto

FACEBOOK

Pepe Mélega at 9:32am May 22
No, raw talent is there, but it has to be cut by culture, education, and sweat.
Não, o talento bruto existe, mas ele tem que ser lapidado pela cultura, educação e suor.

Luiz A C Ferreira at 10:43am May 22
Concordo com o Pepe, quando não se tem talento, nem com todo o suor do mundo 🙂

Carlos Takeda at 11:31am May 22
90% suor, 10% inspiração!

Paula Da Silva Italy at 1:36pm May 22
Como eu sou uma pessoa pragmatica e simples, vejo assim: raw talent is nothing if you don’t polish it with culture and if you don’t work HARD (sweat) on the humblest earthy details.
In fact I agree with Clicio. Too many “raw talents” wasted away, dying of hunger, “uncompris” – just because they thought that they didn’t need to work once they were blessed with talent.
Escrevi em ingles porque Clicio citou em ingles.

Laura De Nigris at 4:28pm May 22
Todo mundo tem algum talento e alguma forma de cultura.
O resto é questão de timing, trabalho, e marketing.
Mas não esqueçamos que existe o fator sorte. Tem gente por aí que não mexe um dedo e é descoberta… patrocinada…. the lucky ones!

Você concorda?
Responda aqui mesmo!


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Suavizar Peles, em Português

Suavizar Peles, em Português

Assistir o Episódio 08 online – Suavizando Peles
Para suavizar a pele em fotos de retratos, o Lightroom 2.0 nos traz duas estratégia básicas, ambas usando o slider de Clarity.
Vamos ver qual das duas é mais adequada!
Este episódio, curto (cerca de 6 minutos), pode ser visto em inglês ou em português!
RSS direto para subscrição (iTunes, iPhone, iPod, browsers, mail)
Para ver todos os episódios do podcast, clique aqui!

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Skin Softening - Podcast em inglês

Skin Softening - Podcast em inglês

Não, não precisa ficar preocupado!
Vai haver uma versão em português, que já está em fase de acabamento.
Mais uns dias…. Eu aviso!
De qualquer forma, fizemos uma versão “globalizada”, em inglês, e este episódio fala de suavização de pele direto no Lightroom 2.0.
Há uma outra versão (reduzida e de menor qualidade e tamanho) rodando pelo YouTube, que pode ser vista aqui.
RSS direto para subscrição (iTunes, iPhone, iPod, browsers, mail)

Versão em alta (inglês): Clique aqui!
Versão YouTube (inglês): Clique aqui!

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Detalhe do Raw no "Olha, vê" - ©2009 Clicio Barroso

Detalhe do Raw no "Olha, vê" - ©2009 Clicio Barroso

O “Olha, vê”, de Alexandre Belém, está mostrando os Raws de vários fotógrafos, com a mesma foto editada, logo em seguida.
Já foram o Caio Guatelli, o Eugênio Sávio, depois os meninos da Cia de Foto, e agora chegou a minha vez.
Se quiserem comentar lá, o link é: Mostre seu Raw | Clicio Barroso
Comentários são *sempre* bem-vindos…
🙂

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Ellen in Blue Swimsuit - Sony Alpha 900 - ©2009 Clicio Barroso

Ellen in Blue Swimsuit - Sony Alpha 900 - ©2009 Clicio Barroso

Tenho fotografado bastante a Ellen Melo; tem um rosto lindo, é muito versátil, e tem a idade certa, 17 anos.
Explico a idade certa; porque tem experiência de vida suficiente para responder à direção, para interpretar, e principalmente para criar. Ellen tem encarado toda e qualquer loucura fotográfica que proponho, sem questionar, mas agora chegou sua vez… Ela vai para Milão, cumprir seu destino de ser famosa, como já tinha corretamente previsto o Heinar Maracy.
Ontem fiz uma sessão especial para a Ellen, e fotografei o que ela queria e precisava, ao invés de pensar em meus projetos; este é um dos resultados.
E antes que me perguntem; SIM, a Ellen estava com frio, e SIM, preferi não fazer nenhum tratamento para esconder isso.
Para ver a foto em tamanho grande, com detalhes, (não deixe de voltar aqui e comentar), clique aqui!
Para ver o site da Sony, clique aqui!

Ah! Esqueci de dizer. Gosto bastante do fato da Ellen ser de verdade.
Sem prótese alguma.
Sem truques.

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