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Archive for the ‘Autoral’ Category

© Loretta Lux, Courtesy Yossi Milo Gallery, New York and Torch Gallery, Amsterdam

© Loretta Lux, Courtesy Yossi Milo Gallery, New York and Torch Gallery, Amsterdam

Há alguns poucos momentos na vida que se tornam rupturas, iluminações, upgrades sensoriais.
Hoje estou vivendo um deles.
Após ter me admirado por anos com o intrigante trabalho da misteriosa Loretta Lux, cheio de signos, carregado de nostalgias e estranhamento, tive a rara felicidade de me sentar na primeira fila para assistir a uma entrevista inédita da fotógrafa alemã, no auditório da Casa de Cultura, no Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco.
Cercada de reservas desde sua chegada, preferiu ficar fora da cidade, isolada; não se deixa fotografar, prefere calar-se, veste-se discretamente. Seu biotipo mignon, cabelos escuros, a antítese do estereótipo alemão, a transformam em transparente, invisível, despercebida, mesmo passeando pelas praças centrais da cidade de Paraty; a facilidade com que aceitou o convite para a entrevista no Brasil, avessa que é a falar sobre si mesma ou sobre seu trabalho, além de surpreendente, aumentou a já transbordante curiosidade sobre o que aconteceria de fato quando as perguntas do inteligente entrevistador Eduardo Muylaert se iniciassem no teatro lotadíssimo de fotógrafos.
E o momento chegou com um início bizarro e aparentemente enfadonho, já que com um calhamaço de papéis nas mãos e um inglês carregado, Loretta começa a descrever sua infância asséptica e desprovida de diversões em uma Dresden conhecida na Alemanha pré queda do muro como a “cidade dos esquecidos”, por não captar nem o sinal de televisão do lado ocidental. Nos conta como essa criança cinza, triste, teve a sorte de contar com avós pobres mas cultos, que nela despertaram o gosto pelos retratos clássicos, especialmente pela pintura maneirista da segunda metade do século XV europeu, o que vai ser fator determinante na estética da artista que viria a ser.
E pouco a pouco, envolvida pelo absoluto silêncio da platéia, a narrativa se mostra reveladora e fascinante.
Durante uma hora e meia, com uma cadência compassada e desprovida de sinais de emoção, a fotógrafa percorre um caminho que começa pessoal, explicando sua fuga da Alemanha oriental e sua formação em artes, continua profissional definindo sua opção pela fotografia como meio de expressão, já que a pintura é “complicada e bagunçada”, e segue por uma viagem magnífica através da história da arte daquele período final do renascimento. Tudo ilustrado com a projeção das obras dos artistas da época, principalmente os retratos de crianças, em contraponto a algumas de suas fotos mais recentes. A semelhança entre os trabalhos torna-se patente, incluindo as referências mais evidentes  como o simbolismo, as proporções menos convencionais, o ponto de vista baixo, o cuidado com as cores e seus significados psicológicos e estéticos.
Com a sequência da projeção de suas fotos mais conhecidas, segue-se uma análise cuidadosa de suas possíveis interpretações e  possibilidades, e logo torna-se clara a auto-referência, com alusões poéticas aos sonhos, aos desejos infantis de escapar para o mundo adulto, e ao paradoxo do universo adulto em sua constante busca pela volta a infância. Fala de sonhos, novamente de símbolos, de inocência; fala de técnica apoiada no tripé pintura/fotografia/digital; e da construção precisa e determinante de cores, posturas, gestos, figurinos, paisagens de fundo, na arquitetura milimetrada da imagem produzida; fala do tempo e do relacionamento com as crianças fotografadas, sempre com a postura ereta, com a voz firme e segura, com dignidade reservada.
A transparência da narração, a coerência do discurso frente as imagens, o embasamento psicológico, histórico, artístico e acadêmico, e a impossível disassociação de autor/obra, agora absolutamente evidente, tornam a minha experiência emocionante.
Loretta Lux acaba de mudar minha vida.

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Leica M9 - Com captura em DNG e Lightroom 2 incluído!

Leica M9 - Com captura em DNG e Lightroom 2 incluído!

Foi lançada oficialmente nesta quarta feira, dia 9 de setembro de 2009, a mais nova integrante da lendária família “M” de câmeras rangefinder da fábrica alemã; a Leica M9. Muitas são as novidades; 18 Mpx de resolução, sensor full-size 24x36mm, obturador super silencioso, ausência de filtro anti-moiré garantindo nitidez absoluta na captura, e ISO de 80 a 2500.
As novidades não param por aí; a câmera faz a captura Raw no formato DNG, 16 bit com ou sem compressão, e o aplicativo para processamento nativo incluído no pacote é o Adobe Photoshop Lightroom, acreditem ou não.
Depois de chocar o universo fotográfico com o lançamento da Leica S2, uma médio formato com sensor de 30x45mm de 38Mpx e preço de U$ 23 mil, e de encantar a todos com compacta Leica Digilux 4 (D-Lux 4), com 10Mpx e preço de U$ 800, a M9 completa a série de lançamentos  no formato mais tradicional da marca.
Preço?
Não perguntem. Ainda não há certeza alguma, apenas especulações… Que falam em €6.000 (seis mil euros)

M9 - Simples, limpa e poderosa

M9 - Simples, limpa e poderosa

UPDATE 01: Saiu também a Leica X1, compacta com sensor APS-C, specs bem interessantes: Leicarumors.com
UPDATE 02: Os preços da  M9  e da X1 também já estão disponíveis oficialmente:
Leica M9
: $6,995 msp ships September, will not need uv-ir, will use regular m8 accessories.
Leica X1: $1,995 msp ships January. The Leica X1 is AF, has VR, 12mp cmos sensor and available with optional viewfinder, ever ready case, grip etc.
UPDATE 03: O preço oficial de lista para a M9 foi enviado pelo Luis Marinho, representante Leica no Brasil: R$ 18.000,00.
É importante frisar que Marinho aceita encomendas antecipadas, e vários compradores já estão na fila.

E então, vamos comprar?

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Off the wall   -   ©2009 lostart

Off the wall - ©2009 lostart

On the Wall   -   ©2009 lostart

On the wall - ©2009 lostart

Muito se tem falado de coletivos neste ano de 2009. Garapa, Cia de Foto, Pandora, são alguns dos nomes que logo nos surgem como exemplos típicos de fotografia colaborativa. Mas eu tenho como certo que duplas como a do casal Louise Chin e Ignácio Aronovich, que formam o LostArt, são também coletivos pertencentes ao mesmo conceito.
Fotografam juntos, editam juntos, assinam como LostArt.
O caso é que nem sempre assinam juntos; em vários dos ensaios e séries do site encontramos o crédito separado, assim:

photos © ignacio aronovich / LOST ART – photos © louise chin / LOST ART

Por que? Qual o critério? O que eles pensam a respeito do Creative Commons? Pois bem, os mistérios que cercam o casal “low profile” são proporcionais ao seu sucesso, principalmente internacional.
As famosas séries Lost in Slovenia, Paraíba Dreams, e a mais recente (fotos acima) La Danse du Chaos nos dão uma idéia da criatividade, energia e qualidade de seu trabalho. (Veja um breve artigo sobre esta série clicando aqui).

Aí começa o meu problema! Fui convidado pela organização do Paraty em Foco a entrevistar os dois durante a semana do festival. O problema? Somos amigos! O perigo está em se transformar a entrevista em uma conversa de comadres.
A solução porém é simples; vamos TODOS perguntar o queremos saber do casal LostArt!
Será uma entrevista colaborativa de fato, com o espírito do festival e de acordo com o modo que Ig e Louise escolheram para viver e fotografar, compartilhando tudo o que podem.
Como fazer? Simples!
Coloque a sua pergunta nos comentários abaixo,  ou a envie para clicio@clicio.com.br. As perguntas mais frequentes, as mais curiosas e as mais engraçadas vão ser usadas durante a entrevista no Paraty em Foco!
Em tempo; em seu (deles) site, há a possibilidade de você mostrar o seu trabalho, em uma área apropriadamente chamada de “Espaço Aberto”. Não custa tentar, mas a curadoria é rigorosa…

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Karinne, French Dress.  ©2009 Clicio Barroso

Karine, French Dress. ©2009 Clicio Barroso

Homenagem após o shooting de sexta-feira, Karine Louback em versão La Deneuve, anos 60.
Sony Alpha 900, 85mm 1.4 Zeiss, Lightroom.

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@2009 Clicio Barroso

@2009 Clicio Barroso

Fotinho de beleza realizada ao vivo durante o Photoimagebrazil 2009.
Modelo: Ellen Melo
Make up: Giuliano Rezende
Assistência: René Lentino
Produção: Renate Hartfiel
Apenas um retratão clássico da Ellen, com a Sony Alpha 900, e a Zeiss 85mm 1.4; a câmera estava conectada diretamente ao Lightroom, e a importação foi transparente, uma vantagem do software da Sony, que é enxuto e rápido. Os flashes da Mako responderam bem rápido e a luz, neutra.
Como a idéia era mostrar um processo publicitário, os softwares tradicionais de edição como o Adobe Lightroom e o Adobe Photoshop foram usados.
Com arquivos de 25Mpx em Raw, não é muito comum se fazer ao vivo, pois as variáveis são muitas e nem todas podem ser controladas rapidamente; como durante o workshop a intenção era trabalhar a imagem, mostrando a integração do Lightroom 2.0 com o Photoshop CS4, o Raw era a única alternativa de qualidade.
Clicando-se na foto ou aqui, um exemplo em resolução mais alta pode ser visualizado.

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Rui & Giselle, 1994. ©2009 Clicio Barroso

Rui & Giselle, 1994. ©2009 Clicio Barroso

Certamente sua obra atemporal, poética e espiritual, o torna imortal como artista.
Assim como todos os fotógrafos contemporâneos que de alguma forma foram influenciados pela sua elegância no olhar, pelo seu domínio técnico das baixas-luzes, por seus retratos-esculturas, eu também quero homenagear Mário Cravo; mostro aqui um pequeno exemplo de um ensaio pessoal de 1994, que toscamente faz referência ao seu trabalho.
E que para sempre viva a arte de Mário!

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Montagem na Arte Plural Galeria, Recife, 2009

Montagem na Arte Plural Galeria, Recife, 2009

Estou bastante entusiasmado; a montagem das fotos para a exposição na Arte Plural Galeria ficou absolutamente demais!
Ontem foi o lançamento do livro Adobe Lightroom 2, na livraria Cultura, e hoje a abertura da mostra.
As ampliações, giclée prints em papel Hahnemühle Rag Satin (as maiores, de 1.55m por 1.10m) e Hahnemühle Rag Bamboo (as menores, de 60x80cm), ficaram excelentes, a iluminação e montagem perfeitas.
Antes que eu me esqueça, tenho que agradecer a muita gente: Fernando Neves e Luciana, da galeria, e sua equipe extremamente profissional, que cuidaram de todos os detalhes e tornaram a exposição possível e impecável; a Simonetta Persichetti, que sugeriu o nome da mostra e fez uma curadoria pra lá de inteligente, valorizando as fotos de forma que a leitura visual se tornasse eficiente e rica; a todas as meninas fotografadas, maravilhosas não importa em que estado de espírito estivessem; aos maquiadores e assistentes. Um abraço especial ao René Lentino, que me apoiou em todas as fases de preparação das imagens. E, lógico, a comunidade blogueira, que divulga, acredita e apoia: Belém do “Olha, vê“, Simonetta do “Trama Fotográfica“, Versiani do “Pictura Pixel“, Ig do “Lost Art“, Fotocolagem, Let’s Blogar, Camera 16, Paraty em Foco, CliX e todos os outros; sei que esqueci muitos, desculpem!
Ao Ivan de Almeida e ao Pepe Mélega, obrigado pelas longas conversas e paciência ao escutarem as minhas dúvidas e anseios, e a toda minha família pelo apoio irrestrito e suporte emocional.
O que importa é que ficou bacana, tá bonito na parede, e eu estou cansado e feliz.

© 2009 Alexandre Belém - As fotos são GIGANTES!

© 2009 Alexandre Belém - As fotos são GIGANTES!

UPDATE: Simonetta colocou um post sobre a expo em seu blog; obrigado, Sims!
UPDATE 2: Lúcia Adverse escreveu um generoso post sobre este trabalho; thanks, Lúcia!

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