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Archive for the ‘Publicitária’ Category

Sony Alpha 900 em corte

Sony Alpha 900 em corte

Cara de câmera de filme; pentaprisma alto, pegada boa, peso regular.
As minhas primeiras impressões com a Sony Alpha 900 foram de conforto, de intimidade. Os botões se encaixam nos dedos, a ergonomia é ótima, e o pentaprisma… Lindo!
A objetiva é uma covardia; zoom Carl Zeiss Vario-Sonnar 24~70mm f2.8 da série T*, boca de 77mm, garantia de boa óptica.
Autofoco preciso e silencioso, rápido. O visor LCD é grande, e os botões são poucos e bem posicionados. Insisto; a câmera é simples como uma câmera de filme. Tem o joystick mais preciso dentre todos os que já testei, uma tela de “Quick Menu” genial (só os comandos mais importantes, acessíveis diretamente), e o mais bacana, um mecanismo anti-vibração no próprio corpo! Isso significa que qualquer objetiva pode se beneficiar do redutor de movimentos incorporado. E este funciona como prometido…
O visor óptico também é excelente com 99% de visibilidade real, dioptria regulável, marcadores de foco e dos crops bem visíveis. Aliás, a câmera pode ser colocada em modo “proporção wide screen 16:9” ou em modo “proporção normal 3:2”. Há as marcas de crop para objetivas formato APS e para as proporções.
Ao se clicar, nada de shutter delay, resposta instantânea. Usando um cartão Sandisk Ultra de 8Gb, a demora para gravar o arquivão de 25Mpx é preocupante, mas o buffer segura bem, e mesmo conectada aos flashes de estúdio e clicando bem rápido, a Alpha 900 acompanhou o ritmo sem vacilar.
O visor LCD tem um vidro especial que suja bastante, parece um iPhone.
Os menus são fáceis e a maior novidade é o “D-RangeOptimizer”, um filtro Shadow/Highlights embutido no software da Sony. As preferências e personalizações podem ser gravadas, e em minutos já se está fotografando com segurança.
Raw e cRaw (o Raw compactado da Sony) demoram o mesmo tempo para gravação, mas o cRaw economiza espaço de armazenamento sem perda de qualidade. Os resultados de resolução óptica são os melhores que já vi em digitais deste porte, e o Simon Joinson do DPreview diz que “a resolução real da Alpha 900 se tornou o parâmetro a ser batido”.
Mas se a eletrônica, mecânica e ótica são impressionantes, o sensor talvez possa ser melhorado; apesar de perfeito no ISO padrão (ISO 200), talvez pelo diâmetro pequeno dos fotossensores (menos de 6micra), o ruído aparece nos ISOs mais altos (a partir de ISO 800). Nada que outras câmeras não tenham, mas pode ser um fator a ser levado em consideração para fotógrafos que precisem de ISOs altos; eu nunca uso nada mais que ISO 200, então isto não me preocupa.
A Sony posiciona a máquina como sendo para amadores avançados (seja lá o que isso queira dizer!), mas ela pode tranquilamente ser comparada, com vantagens, com as cameras mais usadas por profissionais no Brasil.
Estas são apenas as minhas primeiras impressões; mais adiante escrevo uma resenha completa.
Pala ilustrar a capacidade da câmera “direto da caixa”, esta abaixo é uma fotinho de família, um Raw sem nenhum tipo de alteração.

Werner Hartfiel, por Clicio

Werner Hartfiel, by Clicio. Sony Alpha 900 + Zeiss

Links:

Review completo do DPreview aqui


Comprar Sony Alpha 900 aqui

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Kate au naturel...

Kate au naturel...

Depois das discussões interessantíssimas nas listas Profoto e Fototech sobre a capa da Kate Moss na New York Magazine (nymag), e depois de ter visto as excelentes fotos de Howard Schatz no metrô de Nova Iorque (ver post completo logo abaixo), tenho agora certeza de que foto “normal” não é mais uma tendência, e sim fato concreto.
Graças a Deus!
O mais surpreendente é que, específicamente no caso das fotos da Kate Moss pelo Bert Stern, um sentimento intenso de dejá-vu me envolveu, e a ficha caiu logo; claro que as fotos eram bastante parecidas com as do famoso “The Last Sitting”, da Marilyn Monroe, fotografadas na suíte do hotel Bel-Air, em 1962, pelo próprio Stern. E também parecidas com aquelas que o Bert fez com a Lindsay Lohan, para a mesma NYMag, numa bem sucedida recriação daquela antiga sessão com a Marilyn.
Corri para a banca e comprei a revista. Adorei a capa. Adorei também as fotos da matéria, que mostram uma Kate mais madura, mais cheinha, com peitos e (incrível!) com bunda. E muito a vontade nas fotos, muito bonita, naturalmente sensual, sem vergonha alguma. Mas o que mais gostei, de verdade, foi da entrevista, com Kate afirmando que não está grávida, e que está adorando seu novo corpinho; leia um pedaço:
“I am a woman now! It’s true. No, honestly, I’ve never worn a bra in my life. Ever! It’s so awful, even my friends are phoning me up and saying “Are you pregnant?” And I’m like, “No! I just put on a couple of pounds, and they went in the right place.” Isn’t that weird? And how perfect for lingerie. Now I can fill a B-cup. My friend does say I’ve got horseshoes up my ass. I’m like, What does that mean? It means I’m lucky—I’ve got a horseshoe up my ass.”
É claro que eu não fui o único (nem o primeiro) a associar estas fotos da Kate às da Marilyn e da Lohan; a Julia Petit, em seu blog “Petiscos” já tinha mostrado as fotos do Bert, em seu post “caindo na real”.
Uma Kate madura significa uma mulher que sabe aproveitar as boas chances de negócios, como a de se tornar estilista por exemplo; e foi exatamente o que aconteceu ao consumar uma  bem sucedida sociedade com o multimilionário Sir Philip Green, dono da marca Topshop. A sua coleção 2009, inspirada no modo que a própria Kate se veste, já está sendo lançada em NY e provoca grande expectativa; não é coincidência que a semana de moda de NYC, que aconteceu na semana passada no Bryant Park, tenha sido simultânea à entrevista onde Moss fala da sua coleção…
E o Bert Stern? Continua, aos 80 anos, sua excepcional carreira de sucesso, sempre fotografando mulheres maravilhosas, sempre respeitado por todos, sempre requisitado pela Vogue.
Minha pergunta é: o que acontece com um profissional de 80 anos em nosso país? Um país em que pessoas com mais de 40 anos são consideradas velhas?
Respondam, por favor!!!

Um interessante desdobramento deste assunto (que é o mesmo do post abaixo) está nos autoretratos da Jen Davis, que a dupla Ignácio Aronovich/Louise Chin postou em seu excelente blog Lost Art.

Sobre Kate Moss, clique aqui.
Fotos Kate Moss, clique aqui.
Entrevista Kate Moss, clique aqui.
Coleção Kate Moss (Topshop), clique aqui.
Sobre Bert Stern, clique aqui.
Fotos Bert Stern, clique aqui.
Fotos Marilyn (oficial), clique aqui.
Fotos Marilyn (Glamour.net), clique aqui.
Fotos Lindsay Lohan, clique aqui.
Sobre o NYC Fashion Week, clique aqui.

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Fotos de Howard Schatz

Fotos de Howard Schatz

Caminhando pelo metrô (linha A, 8th Ave) em direção à Penn Station, o cartaz acima me chama a atenção; foto maravilhosa, *sem Photoshop*! Antes que um guarda pentelho me impedisse, saquei a D700 da mochila e cliquei, ainda andando, o cartaz na parede.
Ele é o anúncio da peça de teatro “Reasons to be Pretty”, do diretor Neil LaBute, e tinha sido colado exatamente naquele dia (23 de fevereiro). Fui atrás do fotógrafo e descobri que a campanha era do Howard Schatz, de quem sou fã há tempos. Mais tarde, já no hotel, li na New Yorker daquele dia que tanto a peça quanto o casting para a campanha tinham sido muito comentados, pois mostravem “gente normal” sem roupas, e não faltaram candidatos querendo posar para as lentes do Howard.
Reproduzo aqui parte da matéria da Lizzie Widdicombe:
“It’s a ‘What the fuck?’ campaign,” Drew Hodges, the head of the advertising company in charge, said, referring to the reaction that people are supposed to have when they see the finished product—pictures of real people naked—on the subway. The posters will go up February 23rd, with the tagline “Does this play make me look fat?”
Pois bem, a história toda me deixou muito feliz, pois vai ao encontro exatamente do que penso, a volta da normalidade nas fotos de gente; sem cera, sem “silk/velvet-skin”, sem  glitter e fanfarras.
Abaixo, as fotos do
Howard Schatz que vão ser publicadas!

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

photo Howard Schatz

Esta campanha acabou mexendo com minha memória, e aquela história das fotos da Kate Moss na capa da New York Magazine voltou a me incomodar. Comprei a revista, e vou comentar no próximo post o que acho das fotos da Kate feitas pelo eterno Bert Stern!

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