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Posts Tagged ‘arte’

©2009 Claudia Jaguaribe

©2009 Claudia Jaguaribe

Em interessante entrevista para o blog do Paraty em Foco, Cláudia Jaguaribe mostra suas reflexões sobre a fotografia de paisagens, e relata como será seu workshop sobre o tema durante o festival; adorei ter sido o escolhido para fazer a entrevista, já que sou desde sempre admirador do seu trabalho, e somos amigos de muito tempo (dividimos o mesmo estúdio por quase 10 anos).
O melhor é que, além deste da Cláudia, há vários outros posts interessantíssimos sobre fotógrafos, seus trabalhos, arte, cultura e muita gente bacana colaborando com o blog, incluindo vários blogueiros conhecidos da galera da fotografia.
Vale a visita!

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©2009 Lost Art - Ignácio Aronovich & Louise Chin

©2009 Lost Art - Ignácio Aronovich & Louise Chin

É o assunto mais discutido quando se fala em arte, digital, DSRLs ou imagem: como a fotografia e a imagem em movimento podem interagir, enriquecendo uma e outra. Adicione-se som, e o quadro está completo.
Seremos nós, fotógrafos, destinados a nos transformar em cineastas, videomakers, imagemakers (o que quer que este termo queira dizer…), ou a evolução e popularização de câmeras fotográficas que também filmam em HD é que está acelerando este processo de convergência?
Não sei bem, mas me vejo cada vez capturando mais e mais imagens em movimento; não com a qualidade e talento com que gostaria, mas o aprendizado é divertido. O importante é que outros fotógrafos o fazem com grande sensibilidade e larga experiência. Dentre esses, dois nomes chamam a minha atenção desde sempre, e quero compartilhar seus recentes trabalhos, que admiro bastante.

©2009 Lost Art - Ignácio Aronovich & Louise Chin

©2009 Lost Art - Ignácio Aronovich & Louise Chin

O primeiro é o casal Lost Art, Ignácio Aronovich e Louise Chin. Sou fã deles há anos, e tenho como certo que são pioneiros no conceito de fotografia coletiva. O Lost Art tem uma apresentação musicada do Grand Bazaar de Istambul que é uma beleza de edição, com imagens e sons que nos transportam literalmente para dentro do antigo mercado. Vale a pena ver, clicando aqui.

Ausente - Direção de Fotografia por Márcia Belotti

Ausente - Direção e Fotografia por Márcia Belotti

O segundo nome é o de uma amiga carioca, extremamente talentosa, extremamente carinhosa e dona de um trabalho delicado que contrasta com seu visual hardcore, a Márcia Belotti (“Chapa”). Márcia fez a direção de fotografia de um curta chamado “Ausente”, sob a direção de Fernando São Thiago, que é um primor de fotografia diáfana, onírica; a técnica usada foi o stop-motion e o resultado é surpreendente. Também vale a pena ver, clicando aqui.
Ao Lost Art e a Márcia Belotti, minhas reverentes congratulações.
Grandes artistas!

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©2009 Clicio Barroso - clique para ver o vídeo

©2009 Clicio Barroso - clique para ver o vídeo

Simplesmente sensacional o vídeo de making of que o René Lentino fez da última sessão fotográfica para a minha exposição Verso/Reverso.
Apesar de curtinho, o vídeo mostra toda a carga emocional que a proposta das fotos provocou nas retratadas. Raquel Galvão se entregou às suas angústias de uma forma avassaladora, deixando-se envolver pelos seus fantasmas mais assustadores e devolvendo tudo em forma de imagem, que registrei sem descanso.
Foi o fecho de um trabalho que se estendeu por um ano, com muitas dúvidas e angústias de minha parte, e que se concretiza nas paredes da Arte Plural Galeria, em Recife, dia 5 de agosto.
UPDATE: Em tempo, a Raquel está confirmadíssima para a Ilha do Breu 2009, IMPERDÍVEL!

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foto ©2009 Clicio Barroso

foto ©2009 Clicio Barroso

Verso/Reverso é o nome da exposição que vou fazer na Arte Plural Galeria, e que tem abertura confirmada para o dia 5 de agosto.
Com curadoria de Simonetta Persichetti, e apoio da HP, trata-se basicamente do conceito de fragilidade da beleza contemporânea.
A  semana vai ser movimentada em Recife; dia 4, lançamento do livro Lightroom 2 na livraria Cultura do Paço da Alfândega; dia 5, palestra na AESO pela manhã e a abertura da exposição de noite; dia 6, mesa redonda com Simonetta e uma psicóloga convidada ao debate, e dias 7/8/9, workshop no fim-de-semana.
Estão todos convidados!
UPDATE: O Fernando Rabelo, editor do blog Images&Visions, generosamente postou uma nota sobre a exposição!
UPDATE 2: O sensacional vídeo de making of da última sessão pode ser visto aqui!
UPDATE 3: O amigo blogueiro Alexandre Belém, em seu “Olha, vê”, acaba de fazer um generoso post sobre a exposição. Confira aqui!

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Paraty em Foco 2009 - 5º Festival Intenacional de Fotografia

É com enorme satisfação que, participante que sou da blogosfera do Paraty em Foco, tive a honra de inaugurar o novíssimo blog colaborativo do Festival Internacional de 2009 (5º edição). Começamos bem, com um monte de matérias e uma reveladora entrevista com a fotógrafa francesa Claudine Doury.

©2009 Claudine Doury
©2009 Claudine Doury

Claro que sendo uma empreitada colaborativa, os nomes dos organizadores e participantes não poderiam ser melhores: Cia de Foto, Garapa, Olha vê, Images & Visions, Camera 16, Fotograficaminhamente, e o Estúdio Madalena.
Pelo conteúdo do blog e os nomes envolvidos, o Paraty em Foco 2009 traça o caminho certo para mais um sucesso!
Para informações sobre o Festival, workshops e inscrições, clique aqui!
Para ver o blog Paraty em Foco, clique aqui!
Para ver o Flickr dos convidados, clique aqui!

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Alien Carla, ao vivo, conexão CliX - ©2009 Clicio Barroso

Alien Carla, ao vivo, conexão CliX - ©2009 Clicio Barroso

Estudantes e iniciantes em fotografia profissional puderam ver, acompanhar e clicar um ensaio de moda, ao vivo, no CLIX Conexões – Fashion Clicks, Com os trabalhos surpreendentes dos fotógrafos Renato De Cara, Daniel Malva, e do designer Fujocka,  a modelo Carla mandou muito bem, encantando a platéia.
Os ensaios foram produzidos pela competentíssima stylist Chialin Chian, e pelo maquiador Alê Tierni, e foram discutidas várias idéias criativas para a produção de ensaios de moda.
Abaixo e acima, posto algumas das fotos que realizei, ao vivo, sempre dentro do tema Sci-Fi; preferi um approach mais simples e óbvio nas verdes de “Matrix”, e outro mais elaborado na projeção de rostos sobrepostos, que chamei de “Alien”,  já pensando em uma possessão.
Gostei do resultado, mas gostei muito mais do que o Renato/Fujocka e o Daniel Malva fotografaram , tudo muito moderno.
Parabéns a todos os envolvidos!

Matrixed Carla, ao vivo, conexão Clix. ©2009 Clicio Barroso

Matrixed Carla, ao vivo, conexão CliX - ©2009 Clicio Barroso

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Claudio Marra - Nas Sombras de um Sonho - foto Horst

Claudio Marra - Nas Sombras de um Sonho - foto Horst

NELLE OMBRE DI UN SOGNO
NAS SOMBRAS DE UM SONHO: HISTORIA E LINGUAGENS DA FOTOGRAFIA DE MODA
Claudio Marra, 2008, Ed.Senac
Introdução: Márcio Scavone
Tradução: Renato Ambrosio
Prefácio: Simonetta Persichetti

“Nas Sombras de um Sonho”, livro de Claudio Marra sobre a história da fotografia de moda, foi uma providencial indicação da Simonetta, pois como diz a Georgia Quintas, logo abaixo, exorcizou totalmente os meus mais antigos fantasmas.
Explico.
Desde sempre, o fotógrafo de moda foi considerado, dentre as diversas categorias fotográficas, a ovelha negra. O fútil. O vendido. A prostituta barata, cega pelo glitter e pelo luxo de gosto duvidoso. Dinheiro fácil. Passei a minha vida profissional carregando nos ombros este sentimento de culpa, por ter feito a escolha errada, o traidor do santo ofício.
E de repente não é nada disso!
Claudio inicia o seu caminho histórico e redentor indicando o contraponto que existe entre “a fotografia de moda” versus “a moda da fotografia”, um estranho e pertinente ponto de vista, embasado no fato de “moda fotografada=moda usada”, uma óbvia alusão ao análogon, a transposição física do evento que é a roupa vestida. Continua com a lembrança que a fotografia denotativa pode ser considerada um espelho com memória, e logo entra na história da fotografia de moda, lembrando que o dilema mais perturbador sempre foi do fotógrafo: posicionar a sua fotografia de modo a ser um objetivo espelho da roupa vestida, ou ser um subjetivo e envolvente meio de nos apresentar uma atmosfera onírica, irreal, de sonhos.
Desta forma, a dualidade imagem X imaginário na moda se inicia com o barão Adolf de Meyer e suas fotos suaves, flou, carregadas de imaginário conotativo, em oposição ao seu sucessor na Vogue, Edward Steichen, criador de imagens denotativas, simples e diretas, sem alusões nem preocupações que não fossem a roupa. Passa por todos os fotógrafos mais importantes de todas as décadas subsequentes, incluindo os coletivos (como a dupla Lamsweerde-Matadin), para terminar na contemporaneidade dos instantâneos de Jurgen Teller e o pornô-chic de Terry Richardson.
O livro é de fácil leitura e muito agradável, com citações importantes e teoricamente bem embasado; a única ressalva que faço é ao fato, compreensível, do autor dar um certo destaque ufanista à alguns fotógrafos italianos que não o mereceriam, mas certamente sem exageros e sem comprometer a obra.
O que mais me alegrou na leitura foi ver como Marra destaca não só a importância, já amplamente reconhecida, da fotografia de moda como documento histórico, fundamental no estudo dos comportamentos da sociedade, mas também a coloca como fator de provocação do desejo erótico, sensorial, que influencia largamente tanto a publicidade quanto o cinema contemporâneo.
Claro que tudo isso que escrevo é terrivelmente suspeito,  já que a obra elevou meu espírito de fotógrafo estigmatizado e passei a ter mais respeito por mim mesmo; por isso pedi a generosa  colaboração de quem sabe muito mais que eu, a pesquisadora e professora acadêmica Georgia Quintas, autora do excelente livro “Man Ray e a Imagem da Mulher”.
A pertinente análise de Georgia segue abaixo.
Clicio Barroso, Julho de 2009

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por Georgia Quintas
Sempre há uma satisfação, quando podemos ter em nossa biblioteca um livro que fale sobre fotografia. As edições teóricas sobre fotografia são discretas. Desse modo, Nas Sombras de um Sonho, de Claudio Marra é uma obra a se desfrutar por vários motivos.
Em primeiro lugar, porque trata da temática da moda na fotografia (ou poderia ser o inverso, a fotografia na moda). E é nesse aspecto que o autor estrutura a linha imaginária de condução de suas análises, pesquisas e formulações teóricas. Claudio Marra desmistifica e emerge para o plano da ponderação o quão à moda fora e é significativa para a linguagem e expressão fotográfica.
Podemos acompanhar a “aula” que o autor nos proporciona, através do texto de estilo leve e bastante claro, desvelando as várias maneiras que grandes fotógrafos conduziram suas carreiras ao trabalharem com fotografias de moda.
Claudio Marra elenca alguns dos baluartes que travaram com esse universo imagético possibilidades de autenticidade no âmbito da criação artística. Ou seja, o livro ratifica uma questão instigante, que para muitos é observada de soslaio, sobre o valor da fotografia de moda. Nesse ponto, Marra aborda questões fundamentais sobre a história da fotografia por esse viés.
Cai assim por terra o estigma de superficialidade e banalidade que ronda (às vezes veladamente, outras vezes nem tanto) a produção dos fotógrafos de moda. Para os profissionais que passam por esta crise, o livro exorciza tais fantasmas e serve como terapia intensiva de como o olhar de cada um pode conduzir as relações entre realidade e aparência, moda enquanto expressão social e cultural e construção de identidade.
Ao conjugar semiótica e fundamentações teóricas de grandes autores que refletiram sobre a fotografia, Marra revela a complexidade do fazer fotográfico. Por mais que seja fruto de uma demanda, de uma linha editorial, de um costureiro, das “linhas” e formas de um simples vestido, o fotógrafo detém o ofício e sua idiossincrasia. O mecanismo resolutivo entre esses dois pontos pode vir a constituir rupturas, deslocamentos e soluções poéticas contundentes.
O que dizer de grandes mestres que escreveram seus nomes na história da fotografia: Richard Avedon, Edward Steichen, Man Ray, Muncaksi? Em Nas Sombras de um Sonho, encontramos a história e as considerações oportunas e didáticas para além do gostar aparente.
O livro de Claudio Marra é mais uma prova que a fotografia de moda é respeitável, vívida, simbólica e profunda.

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