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Episodio 11 - Integrando o LR com o CS4

Episodio 11 - Integrando o LR com o CS4

Assistir o Episódio 11 online – Integração LR2/CS4
Para carregar diversos arquivos como layers, fazer panoramas, criar HDRs e converter imagens para Smart Objects, você não precisa fechar o Lightroom, pois a integração com o Photoshop CS4 permite que os comandos sejam disparados de dentro do Lightroom. Porém, para automatizar procedimentos mais sofisticados com actions, um droplet tem que ser chamado no momento de exportar do Lightroom; veja como é fácil!
Este episódio pode ser visto online ou baixado para seu computador ou celular.
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A associação da qual sou presidente, a Fototech, tem uma parceria antiga (em forma de desconto de 10%) com a Digipix.
Como muitos sabem, eu conheço o dono da empresa, Marco Perlman, desde o início da Digipix. Nesses 4 anos imprimi inúmeros livros e prestei serviços como diagramação, gerenciamento de cores e palestras para a empresa.
Também conheço e respeito muitissimo o trabalho do Gal Oppido, um dos expoentes da fotografia nacional sob qualquer aspecto.
Em nome destas parcerias e de nosso relacionamento comercial de anos, marquei e fui a uma longa reunião para, em nome dos associados da Fototech e em meu próprio, cobrar uma posição e uma explicação da empresa sobre o ocorrido com o livro do Gal.
Depois de muito ouvir e de muito questionar, ficou claro que a Digipix entende que agiu dentro do que está escrito em seu termo de concordância; legalmente é uma decisão que preserva a empresa, que segundo a diretoria não pode comercialmente correr o risco de permitir a impressão de qualquer imagem que remotamente possa ser associada a pornografia.
Não foi a primeira vez que isso ocorreu, e nem será a última. Há precedentes, e o procedimento nos outros casos, foi o mesmo.
Entendi isso perfeitamente. Empresarialmente faz sentido (sem julgamentos morais, por enquanto).
Conhecendo o Marco e a Patrícia como conheço, também ficou claro que *não foi e nem poderia ser* uma decisão moral/religiosa. Política e empresarial, certamente, mas não moral nem religiosa.
Isto entendido, entendi também que a empresa não ter um método de analisar as imagens *antes* do trabalho ser impresso, é no mínimo imprudente. Mesmo acarretando todos os prejuízos de mais tempo, treinamento de pessoal e eventuais atrasos na produção, a recusa deveria ocorrer no início da produção. O cliente não deveria receber a notícia na última hora, com o produto já pronto e em seguida destruído.
Este certamente foi o maior prejuízo do Gal; não ter tido tempo de solucionar a impressão do seu portfólio, acarretando prejuízos tangíveis e reais ao fotógrafo (ainda sem tocarmos nos julgamentos morais).
O termo de contrato deveria ter mais destaque no site. A maioria nem o lê, e eu disse isso ao Marco, recebendo por resposta a sua decisão de aumentar a visibilidade e a importância do termo ser lido *antes* da concordância.
Agora a parte moral; eu pessoalmente, como a maioria dos fotógrafos, tenho verdadeiro horror a censura, especialmente quando envolva a nossa área, visual. Minha reação foi ficar indignado com o ocorrido com o Gal. Por outro lado, não posso nem imaginar estar nesta posição da Digipix, um dilema imenso, ter que julgar se é ou não arte, se a decisão vai melhorar ou piorar a imagem da empresa, se é o Gal, o Zé das Couves ou o Mapplethorpe.
A decisão deles (e não a vou julgar, por não ter competência para tal) foi a de não estabelecer dois pesos e duas medidas; se vale para o Zé das Couves, vale para o Gal.
Se eu, Clicio Barroso, fosse o dono da empresa, provavelmente deixaria o meu lado fotógrafo falar mais alto que o meu lado empresário, entenderia quem é o Gal Oppido, com o peso e significado do seu trabalho, e não hesitaria em entregar o livro, *mesmo colocando em risco* a imagem da empresa frente aos setores mais conservadores.
Mas eu não sou dono da empresa.
Entendo e sou totalmente solidário ao fotógrafo e artista Gal, e acho que ele saiu muito prejudicado desta história; também entendo o empresário Marco, e acho que a Digipix saiu muito prejudicada e desgastou sua imagem junto a uma considerável parcela deste nosso mercado.
Uma situação infeliz para todos, “lose-lose”.
Mas nada vai mudar o acontecido; já aconteceu, e o assunto já foi analisado por todos os ângulos possíveis, desde os mais passionais até os mais técnicos.
Uma pena, mas espero que a Digipix mude alguns procedimentos para que imbroglios como esse não voltem a ocorrer.

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