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FotoBusiness está se tornando uma referência para fotógrafos que pretendam se especializar. Alguns posts do Luciano Mello são fundamentais, como este, que tem excelentes links. Recomendo!
Clicio Barroso Fº

Fotobusiness

Existe um conceito comum no Brasil que arte não vende, e que a idéia de ser artista caminha em direção contraria a de ser profissional e viver de nosso trabalho.  Em algum ponto em nossas carreiras desistimos de nossos projetos e focamos na sobrevivência, nos tornamos “solucionadores” de problemas e realizadores da idéia alheia.  Interpretamos a criação de outros e transformamos aquelas idéias em imagens e obviamente nem sempre aquilo que produzimos assim se torna o que realmente queríamos fazer ou da forma que gostaríamos que fosse feito.

Nem tudo pode ser como queremos

Uma das primeiras coisas que a vida nos ensina é que nem tudo pode ser como gostaríamos que fosse e um dos sentimentos mais comuns em nossa sociedade moderna é a frustração.  Aprendemos a escondê-la em algum armário bem no fundo de nosso inconsciente, transformando-a em amarguras, raiva ou uma eterna sensação de descontentamento pelo…

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Foto Escambo

A Fototech convidou e o Escambo aceitou! Trocas durante o Foto em Pauta Tiradentes!

*O acervo inicial do Foto Escambo tem qualidade museológica graças ao apoio de   EPSON, ADI e CANSON.

Onde: Espaço Fototech em Tiradentes

Quando:Sexta-feira (16/03), das 15 `as 16hs inscrições, das 16 `as 20hs inscrições e trocas

Sábado (17/03), das 17 `as 21hs inscrições e trocas

Como participar

-o Escambo é para todos: profissionais, amadores e entusiastas
-escolha de uma a cinco fotos de sua autoria. De preferência, imagens variadas.
-copie em processo para longa duração. ATENÇÃO*, levando em consideração a qualidade, só aceitaremos cópias em jato de tinta no tamanho mínimo de 20x30cm. Fotos impressas em minilab não* serão inscritas.
-não identifique suas fotos. Este procedimento visa a fortalecer o apreço pela imagem e não pelo autor.
 A autoria de cada foto será revelada ao final do evento pela etiqueta…

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Este é o *último* post a partir deste endereço (clicio.wordpress.com).
Agora estamos hospedando o Clicio Photo News em nossos servidores, e o novo URL é:

http://www.clicio.com.br/blog/

Por favor, atualize seus bookmarks, seus favoritos, e subscreva-se no RSS novo.
*Todos* os posts e comentários já feitos aqui continuam no novo endereço, mas novos posts só aparecerão por lá.
Obrigado por acompanhar o Clicio Photo News, e por comentar.

Abraços, Clicio Barroso Filho

Paisagem Colagem  foto:©2009 Kazuo Okubo

Paisagem Colagem | foto:©2009 Kazuo Okubo

Recebo um convite lindo, criativo e impecavelmente bem impresso, para a inauguração da primeira galeria de arte exclusiva de Brasília, a Casa da Luz Vermelha. No comando, o premiado fotógrafo Kazuo Okubo; na curadoria, a competente Rosely Nakagawa.
A exposição intitulada “O Colecionador de Paisagens” que inaugura a galeria, traz fotografias do próprio Kazuo, e curadoria de Ralph Gehre; são 27 fotos em tamanhos diferentes de até 1mX1,50m. As fotos tem tiragem limitadae são impressas em papel de fibra de algodão, resultado de um exercício realizado em quatro capitais européias – Amsterdã, Praga, Paris e Roma.
A mostra foi dividia em três acervos.
O primeiro é intitulado Paisagem Obtusa, onde as imagens são amplas e complexas, compostas por sobreposições de planos.
O segundo acervo, Paisagem Formal, traz a linha do horizonte como eixo, e a altura do homem que vê + a distância do objeto observado, compõem uma visão que contradiz a verdade geográfica.
O terceiro, Paisagem Colagem, é uma construção  mais elaborada. “São fotos com uma visão mais interior da urbe, fruto da anarquia desvairada que a comunicação em massa impõe”, diz Gehre.
No acervo permanente da galeria, grandes nomes da fotografia brasileira, entre eles, Anderson Schneider, André Dusek, Bento Viana, Camillo Righini, Carlos Moreira, Cristiano Mascaro, Dorival Moreira, João Paulo Barbosa, Kazuo Okubo, Olivier Boëls, Patrick Grosner, Ricardo Labastier, Thomaz Farkas, Tiago Santana e Walter Firmo.

foto: Cristiano Mascaro

foto: Cristiano Mascaro | Acervo Galeria Casa da Luz Vermelha

Em São Paulo, a galeria será representada com exclusividade pela arquiteta Rosely Nakagawa, especialista em fotos de arte, consultora técnica e curadora do acervo permanente da Casa da Luz Vermelha.
Fiquei super feliz, pois o Kazuo há muito defende uma fotografia de qualidade em Brasília, e a inauguração da galeria é a conclusão de anos de excelente trabalho. Que tenha vida muito longa!

Serviço:
“O Colecionador de Paisagens”
Exposição fotográfica de Kazuo Okubo
De 4 de novembro a 12 de dezembro
Local: A Casa da Luz Vermelha
Visitação: Segunda a sexta‐feira das 10h às 20h
Sábado das 10h às 18h
Endereço: SCES Trecho 02 Conjunto 31 – ASBAC
contato@acasadaluzvermelha.com
http://www.acasadaluzvermelha.com

podcast 13

Episódio 13 - Lightroom 3 Beta | foto: Clicio | tratamento: Digital Imagens

Assistir o Episódio 13 online – Lightroom 3 Beta
O Adobe Lightroom já tem uma versão Beta, pública, que pode ser baixada e testada de graça.<br />
Muitas novidades: Engine de processamento *totalmente* reformulado, painel “Publish”, nova janela de importação, ferramenta “Grain”, “Noise Reduction” bastante melhorado. Veja como usar as novidades do LR3 Beta com facilidade!.
Este episódio pode ser visto online ou baixado para seu computador ou celular.
RSS direto para subscrição (iTunes, iPhone, iPod, browsers, mail)
Para ver todos os episódios do podcast, clique aqui!

Adobe® Lightroom 3 Beta

Adobe® Lightroom 3 Beta | Foto: Pepe Mélega - Panasonic GF1

A Adobe® acaba de disponibilizar sua nova versão 3 do Lightroom®, ainda Beta, para feedback dos usuários.
O link para download é no site Adobe Labs, e uma série de mudanças devem ser testadas em relação a versão atual, a 2.5.
Não é necessário possuir uma licença para usar esta versão Beta.
Atenção: Esta versão é apenas de testes, provavelmente com todas as configurações e ferramentas diferentes da versão final.
O mais importante é não importar seus catálogos de versões anteriores para o LR3 Beta, e não usar esta versão para trabalhos do dia-a-dia.

10 principais destaques:
1-) Performance e qualidade de imagem; o aplicativo foi reescrito para que um único catálogo possa ser usado, sem perda de performance, com os arquivos de alta resolução e peso das câmeras modernas. Mais imagens podem ser gerenciadas nesse catálogo. No quesito qualidade, um novo algoritmo de “demosaicing” foi utilizado no processamento de imagens Raw (ou DNG), privilegiando tanto a redução de ruídos quanto a nitidez; é possível a escolha do novo processamento ou do antigo, em imagens já processadas anteriormente em outras versões do programa.
2-) Janela de Importação: Totalmente redesenhada, com versão expandida ou compacta, mais integrada com o visual do LR e mais intuitiva.
3-) “Publish Collections” que fazem upload de imagens para o Flickr e iPhones, direto do Library. Possibilidade de ler os comments do Flickr de dentro do Lightroom.
4-) Nova ferramenta de grão (Grain) e vinheta (Vignette) com mais controles, “Color Priority” e “Highlight Priority”.
5-) Exportação do Slideshow, em formato .mov, com música, H.264 movie format.
6-) Marca d’água flexível, com diversas opções de posicionamento e efeitos.
7-) Backup ao encerrar o programa, ao invés de backup no início (adorei essa!).
😎 Lightroom 3 importa arquivos CMYK.
9-) Coleções no módulo Develop.
10-) Qualquer cor pode ser usada como fundo da imagem no módulo Print.

Lightroom Beta e o Adobe Camera Raw: O processamento avançado do LR3 ainda não está implementado no ACR; ao usar o LR3 para processamento de suas imagens, o resultado pode ser bastante diferente do resultado do Camera Raw 5 plugin. Este sincronismo só vai acontecer na versão final do Lightroom 3.

ATENÇÃO: NÃO USE o LR3 Beta para seu trabalho, esta é apenas uma versão de testes.

Links para informações mais detalhadas deste lançamento:
Tom Hogarty – Lightroom Journal Blog
Adobe (fórum) – Lightroom 3 at Labs
Sean McCormack – Lightroom Blog
Richard Earney – Inside Lightroom
Jeffrey Friedl – Jeffrey Friedl’s Blog (Plugins)
Victoria Bampton – Lightroom Queen
Gene McCullagh – Lightroom Secrets
Melissa Gaul – Melissa’s Twitter
Ian Lyons – Computer Darkroom
John Beardsworth – Beardsworth News
Download do Lightroom 3 – Adobe Labs

Publicou? Processa!

Photo: Mannie Garcia - ©2009 AP - Art: Shepard Fairey

Photo: Mannie Garcia - © The Associated Press 2006 - Art: Shepard Fairey

Incrível.
Veja que imbroglio; o famoso designer, artista e ilustrador Shepard Fairey admite na justiça ter mentido e tentado destruir provas, na tentativa de se defender da ação na justiça norte-americana que a AP (Associated Press) havia iniciado contra ele por infração de copyright. Com isso, a AP reforça o seu processo contra Fairey.
O Pictura Pixel já havia tentado desembaraçar esta história em janeiro, vejam aqui (imagem original, com metadados).
Vou explicar melhor; a Associated Press é uma cooperativa que produz, adquire e licencia textos e imagens para a imprensa mundial; no caso em questão, a AP comprou do conhecido fotojornalista Mannie Garcia os direitos de licenciamento da imagem (uma foto) de Barak Obama, e portanto o copyright passou a ser da AP, e não de Mannie; Fairey, sem conhecer a autoria, se apropriou da imagem e criou o famoso poster “Hope”, que ajudou a eleger Obama.
O problema é que “se apropriar”, segundo Fairey, poderia ser um ato legítimo baseado no direito do “Fair Use”; ele modificou e pintou a foto suficientemente para transformá-la em um ícone, o que muita gente, incluindo Andy Wharol, já havia feito no passado. Mas a AP não gostou disso, e ameaçou processar Fairey.

Marilyn, por Andy Warhol

Marilyn, por Andy Warhol

Quando Fairey foi ameaçado, entrou por sua vez com uma ação contra a AP em fevereiro, dizendo que não tinha usado aquela imagem, mas sim uma parecida; e a AP contra-atacou processando o artista em março, respondendo:
1-) que era a foto de Mannie sim, e
2-) mesmo que não fosse, Fairey não poderia tê-la alterado, segundo um dos princípios da AP: “AP pictures must always tell the truth. We do not alter or manipulate the content of a photograph in any way.”
O que aconteceu em seguida foi uma vergonha; Fairey mentiu para defender sua versão, apagou arquivos originais, e só admitiu publicamente isso nesta semana, retirando o seu processo contra a AP e contra Mannie.
A declaração de Fairey pode ser vista aqui e aqui.
Como pode acontecer? Cobiça? Advogados mal intencionados? Indústria do processo?
Muitos advogados defendem a posição da AP; muitos artistas defendem Fairey; poucos se importam com Mannie, o fotógrafo.
O que está em pauta, é que aparentemente o simples ato de fotografar se transformou em um perigo real.
Se o fotógrafo cede seus direitos, fica sempre no prejuízo; se preserva seu copyright, muitas vezes não vende a foto; e se fotografa gente, pessoas, é melhor enfiar seus cartões na gaveta, pois sem autorização nem cachorro, nem prédio pode mais ser fotografado.
Conto um caso curioso; um famoso estúdio de São Paulo fotografou pessoas que se exibiam em um evento temático, e que se dispuseram a posar para suas lentes voluntariamente. As fotos nada tinham que pudessem denegrir nem constranger os voluntários, eram simples retratos posados. 90% dos fotografados assinaram uma autorização simples, um model release básico, mas com alguns poucos não houve tempo  hábil para isso. Pois bem, uma das fotos foi vista como thumbnail na Internet por um dos fotografados sem release, e o estúdio foi processado por falta de Licença de Uso de Imagem. A quantia pedida, exorbitante, suficiente para que o fotografado nunca mais precisasse trabalhar na vida. O estúdio, se condenado, quebra, vai a falência.
É justo? Quem afinal ganha com isso? O Martin Parr em sua entrevista no MIS de São Paulo, quando perguntado disse que nunca pediu model release a ninguém, e que nunca foi processado por este motivo; e acrescentou que na Europa não havia essa preocupação, que chamou de “norte-americana”.
A minha conclusão como fotógrafo é que sim, estamos vivendo uma paranóia muitas vezes promovida por advogados, e completamente distante de nossos costumes e hábitos, imposta, e que prejudica tanto a quem processa (muitas vezes nós, fotógrafos) quanto a quem desmesuradamente é processado (pedir um milhão por uma foto 3×4 publicada indevidamente no rodapé do jornal de bairro me parece absurdo total).
Eu só processaria a quem usasse minha imagem deliberadamente e ostensivamente para ganhar muito dinheiro, tentando me enganar. Não se for usada no portfólio da modelo, em seu site, ou no Orkut de algum garoto que pensa em me homenagear e não entende de leis. Não faz sentido.
E só aceitaria ser processado se usasse a imagem das modelos que fotografo deliberadamente e ostensivamente para ganhar muito dinheiro, tentando enganá-las. Não em meu portfólio, ou promovendo as meninas em meu blog.
É senso comum, é óbvio, e deveria ser sempre pensado desta maneira.
Ou estou me iludindo?

Update 01: Novos documentos foram publicados pelo PDN. Veja aqui!